A gente somos inútil

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Um certo sectarismo juvenil e nacionalista não me aproximou do rock. Mais que isso, criou repulsa que  mais das vezes é nada mais que preconceito. Mas, tirando isso, sempre fui mesmo mais vegetal, botânico, rural, e o rock é metal, metálico, urbano.

Ainda sobre o rock lembro de uma cena quando Marcos Porto me apresentou a Paulo Saldanha Procópio como rockeiro e entoou, com aquele jeito exagerado bem peculiar, uma música que Paulo havia apresentado em um show cujo único verso que ele sabia era: “Tá todo mundo fudido, tá todo mundo fudido…”. A risadaria que despertou em nós três foi tão grande e espalhafatosa que dona Maria do Carmo, com toda calma do mundo que tinha como mãe de Marcos, mandou alguém saber o que estava havendo no primeiro andar, na pequena suite com uma varanda voltada para a lateral da capela de São Vicente em Mossoró.

Coloquei o título acima, de um rock do grupo Ultraje a Rigor, com a intenção de escrever sobre a ‘crise do século’ entre os vereadores de Feira de Santana e o Prefeito do Município onde moro, resido e voto. Alguma reflexão sobre o que deve, ou deveria ser, o papel de um vereador…Mas “pensamento é coisa à toa”…e terminei lembrando de velho amigo ausente…fica então o assunto  adiado para a próxima crônica, ou não.

a foto: praça do povoado do Jacu, no distrito da Matinha, em Feira de Santana (2021).sem/filtro

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