Recorde de frio faz famílias de Marsilac perderem plantações e recorrerem a forno a lenha para aquecer casa

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Distrito no extremo da Zona Sul de São Paulo registrou -2,3ºC nesta terça-feira, menor temperatura em uma região da cidade em 17 anos. Com ares de zona rural, distrito tem a menor demográfica da capital, com 41 habitantes por km quadrado. Temperatura negativa faz famílias de Marsilac perderem plantações e recorrerem a forno a l
Pouco depois das 18h, e o termômetro na casa de Ana Santos e Jaime Ramos, de 51 e 59 anos, já marcava 3ºC. Na madrugada de 20 de julho em Marsilac, no extremo da Zona Sul de São Paulo, a temperatura chegaria a -2,3ºC, a menor registrada nos últimos 17 anos em uma região da capital.
A terça-feira no sítio do casal amanheceu com a paisagem coberta por uma fina camada de gelo. Fina, mas o suficiente para causar estragos: Jaime e Ana perderam as plantações de mamão, chuchu, alface, repolho e banana.
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O casal de pequenos agricultores estima cerca de R$ 6 mil de prejuízo. O dinheiro viria da venda da produção em uma feira que ocorre às quartas e sábados em Moema, na Zona Sul de São Paulo. “O que a gente tem aqui agora é pouca coisa e só vamos passar a plantar a partir do final de agosto, quando esquentar”, disse Jaime.
Alface queimada em plantação de Marsilac, na Zona Sul de SP, após frio de -2,3ºC no dia 20 de julho
Paula Paiva Paulo/G1
Nas plantações futuras, o projeto do casal é construir estufas para evitar perder as plantações para o frio.
Há 10 anos no sítio, o casal só viu outra geada parecida em 2016, quando até a água da torneira congelou, segundo o agricultor. Em junho daquele ano, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) havia registrado o último recorde negativo de temperatura: -06ºC em Capela do Socorro, também na Zona Sul.
Outros agricultores de cidades paulistas tiveram o mesmo susto na manhã desta terça. Em Mogi das Cruzes, Josué Morais perdeu seus pés de brócolis. Em Jarinu, uma plantação de morango foi perdida.
Para se aquecer em sítio em Marsilac, Jaime e a esposa, Ana, acenderam o forno a lenha.
Paula Paiva Paulo/G1
Para se aquecer nesta semana gelada, Jaime e Ana deram uma nova função ao forno a lenha. “A gente fica aqui na beira esquentando a mão que a mão da gente congela. O fogo aquece a gente e aquece a casa”, disse Jaime.
Outro morador de um sítio na região, o autônomo Hélio Martins dos Santos também perdeu suas plantações de alface e banana. “Até galinha minha morreu, perdi cinco galinhas de frio. Agora é começar tudo de novo”. Para se esquentar, Hélio contou que acendeu uma fogueira em seu quintal.
Morador de Marsilac, Hélio Martins dos Santos contou ter perdido cinco galinhas por causa do frio
Paula Paiva Paulo/G1
No extremo da Zona Sul e a mais de 40 km do Centro de São Paulo, os moradores de Marsilac vivem em grande parte em chácaras e sítios. Com ares de zona rural, o distrito tem a menor densidade demográfica da cidade, com 41 habitantes por km quadrado. Para se ter uma ideia, na Sé, no Centro, a densidade é de 16.454 hab/km2.
Com poucas ruas asfaltadas, os pouco mais de 8 mil moradores estão distribuídos nos 200 km quadrados de área do distrito, segundo dados da Prefeitura de São Paulo.
Extremamente vegetada e próximo da Serra da Mar, Marsilac, assim como outros bairros do extremo da zona Sul, costumam registrar as menores temperaturas da cidade.
Com ares de zona rural, Marsilac tem a menor densidade demográfica da cidade, com 41 habitantes por km quadrado.
Paula Paiva Paulo/G1
Plantação de chuchu perdida em sítio de Marsilac, na Zona Sul de SP, com frio de -2,3ºC
Paula Paiva Paulo/G1
Plantação de mamão perdida com o frio em Marsilac, na Zona Sul de São Paulo
Paula Paiva Paulo/G1

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