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Biden anuncia meta de vacinar 70% da população adulta dos EUA contra a Covid-19 até 4 de Julho

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Presidente dos EUA admitiu que ritmo da imunização no país diminuiu e disse que vai buscar formas de incentivar as pessoas a tomarem a vacina contra o coronavírus. Presidente dos EUA, Joe Biden, anuncia nova meta de vacinação contra a Covid nesta terça (4)
Jonathan Ernst/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou nesta terça-feira (4) uma nova meta da imunização contra o coronavírus no país: vacinar com ao menos uma dose 70% da população adulta do país até 4 de julho, o Dia da Independência americana.
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“As pessoas no país vão celebrar o 4 de julho”, prometeu. “Mas ninguém tem que esperar chegar essa data para ir se vacinar”, pediu o presidente.
As metas anteriores da Casa Branca, como aplicar 200 milhões de doses até o fim de abril, foram atingidas, mas o desafio agora é retomar o ritmo rápido da imunização contra a Covid-19 (leia sobre essa desaceleração nas vacinas mais adiante na reportagem). Na semana passada, no primeiro discurso ao Congresso, Biden reforçou o pedido aos americanos para que se vacinem. Relembre no VÍDEO abaixo.
Veja destaques do discurso de Biden sobre os 100 primeiros dias de seu governo
Estima-se que 56% da população adulta dos EUA tenha recebido ao menos uma dose das vacinas. Considerando o regime de duas doses exigidos para a maioria de imunizantes, a estimativa é de que 32% dos adultos tenham completado a vacinação.
Ou seja, a meta não estaria distante de ser atingida em dois meses: segundo a agência Associated Press, o ritmo atual — 965 mil vacinas aplicadas por dia como primeira dose — seria duas vezes maior do que o suficiente para se chegar a 4 de julho com 70% da população adulta vacinada.
Os EUA adotam três vacinas aprovadas na campanha contra a Covid-19: Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson (Janssen) — essa última, a única a ser adotada em regime de dose única.
Com ritmo mais lento, Biden promete incentivos
Posto de vacinação em Birmingham, Alabama (EUA), relativamente vazio na segunda-feira (3)
Jay Reeves/AP Photo
Ao anunciar a meta, Biden reconheceu que o ritmo da vacinação nos EUA diminuiu em relação com as semanas anteriores: entre março e abril, o volume de doses aplicadas se aproximava dos 3 milhões por dia.
Segundo o democrata, esse ritmo diminuiu porque algumas pessoas têm achado o processo muito “confuso” e porque os mais jovens acreditam estar menos vulneráveis à Covid-19. Por isso, Biden anunciou um novo site ligado ao governo americano que indica às pessoas os locais de vacinação contra o coronavírus e dá outras informações.
“Há milhões de americanos que ainda precisam de algum incentivo para tomarem a vacina”, reconheceu Biden.
Funcionário dos transportes em Nova York (EUA) recebe vacina contra a Covid-19 em 10 de março
Shannon Stapleton/Arquivo/Reuters
Assim, Biden também anunciou que vai formar parceria com lojas para incentivar as pessoas que a se vacinarem, com descontos e promoções. É uma linha semelhante à adotada pelo governador de Nova Jersey, que anunciou acordo com bares para distribuir cerveja de graça a quem tomar vacina em maio.
“Vá tomar uma vacina o mais rápido que puder”, pediu Biden.
Vacinas a outros países
Vacina Oxford/Astrazeneca
REUTERS/Dado Ruvic
Perguntando se doses das vacinas AstraZeneca não aplicadas nos EUA iriam a países como Índia e Brasil, onde a vacinação está em ritmo mais lento e a pandemia ainda está em patamares elevados, Biden disse que planeja enviar 10% desse lote “a alguns desses países” — sem, no entanto, dizer claramente se o Brasil estaria entre eles.
Os Estados Unidos vão direcionar um lote de 60 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca para outros países assim que a quantidade encomendada chegar. Entre eles, os vizinhos México e Canadá.
A vacina de Oxford/AstraZeneca ainda não foi autorizada pela Agência de Drogas e Comida (FDA, na sigla em inglês), o órgão responsável por esse tipo de permissão nos EUA.

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