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Polícia (311)

Policiais civis fazem hoje (24) uma operação contra a milícia que atua em Gardênia Azul, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. O objetivo é combater ocupação irregular de terreno e construções ilegais na região.

Estão sendo cumpridos mandados em 22 endereços residenciais e comerciais de suspeitos de fazer as construções ilegais e lavar dinheiro.

Segundo investigações da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, o grupo criminoso usa "laranjas" como responsáveis pelas construções. Com os edifícios concluídos, as unidades são vendidas por R$ 150 mil, garantindo lucro estimado de R$ 3,6 milhões ao grupo.

As investigações identificaram ocupações irregulares em uma área de 10 mil metros quadrados (m²), das quais 7 mil m² eram em áreas florestadas.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

A partir de amanhã (24), a Polícia Federal volta a ouvir depoimentos de testemunhas do incêndio que atingiu o prédio 1 do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte do Rio, no dia 27 de outubro.

Nesta semana, devem ser ouvidos nove brigadistas que são funcionários terceirizados da unidade hospitalar e atuaram no combate ao fogo. Os depoimentos serão tomados na Superintendência da Polícia Federal do Rio, na Praça Mauá, região portuária da cidade.

No dia último dia 10, após o escoramento da estrutura do prédio 1, feito por empresa especializada, os peritos criminais federais iniciaram trabalho interno de busca de vestígios no local. O objetivo era evitar o risco de desabamento causado pelo incêndio e dar segurança ao trabalho dos peritos federais que, a partir dessa data, passou a ser realizado de forma efetiva na área do incêndio.

Também no dia 10, foram ouvidos dois funcionários terceirizados contratados pelo HFB. Um deles foi o primeiro a ver os sinais de fogo do incêndio e o segundo foi o chefe da Segurança da unidade.

No dia seguinte, mais duas testemunhas foram ouvidas. O chefe dos Almoxarifados do Hospital, que é servidor público, e o funcionário terceirizado contratado como brigadista, que foi o primeiro bombeiro civil a entrar no local para enfrentar o incêndio.

O prédio que pegou fogo abrigava a emergência, as enfermarias, o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e o Centro de Exames de Imagem. Pouco tempo após o início do incêndio, 192 pacientes que estavam nos prédios 1 e 2 começaram a ser transferidos para outros blocos do complexo e outros hospitais do Rio. Depois do incêndio, tiveram alta 37 pacientes que estavam internados e três pessoas morreram.

Atividades retomadas

Depois que a Defesa Civil interditou o prédio 1, o atendimento em todo o complexo foi suspenso.

Em resposta à Agência Brasil, a Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (SEMS-RJ) informou que as atividades dos prédios 3, 4, 5 e 6 do HFB foram retomadas no dia 4 deste mês, com os serviços de consultas ambulatoriais, sessões de quimioterapia, entrega de medicamentos oncológicos, realização de exames laboratoriais e retirada de resultados e doação de sangue.

O Prédio 2, que passou por uma revisão da parte elétrica, está oferecendo atendimento ambulatorial de ginecologia, pré-natal e ultrassonografia para pré-natal.

Perícia

No Prédio 1, onde houve o incêndio, peritos da Polícia Federal continuam trabalhando no local atingido. “Tão logo esteja liberado, serão realizadas obras para o restabelecimento pleno do prédio e estruturas afetadas, obedecendo a rígidos critérios de segurança”, informou a superintendência.

“Reiteramos que o Ministério da Saúde, a SEMS-RJ e a Direção-Geral do HFB estão empenhados para retomada plena do complexo hospitalar”, acrescentou.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

Na noite de ontem (19), véspera do Dia da Consciência Negra, celebrado hoje (20), um homem negro, de 40 anos de idade, foi espancado no supermercado Carrefour, em um bairro da zona norte de Porto Alegre. Os agressores, um segurança do local e um policial militar temporário fora de serviço (exerce apenas atividades administrativas e de guarda), foram presos em flagrante e podem ser enquadrados no crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Tudo aconteceu quando a vítima, identificada como João Alberto Silveira Freitas, teria discutido com a caixa do estabelecimento. Ele foi conduzido pelo segurança da loja até o estacionamento onde começaram as agressões. Um vídeo que mostra a cena circula nas redes sociais. O segurança está detido no Palácio da Polícia de Porto Alegre. Já o policial foi encaminhado para um presídio da Brigada Militar (BM). 

Secretário

Pelo Twitter, o vice-governador do Rio Grande do Sul e secretário estadual da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, disse que, embora em trabalho remoto, por ter sido diagnosticado ontem (19) com a covid- 19, acompanha os fatos. “Vamos apurar esse fato à sua exaustão, não podemos admitir ações dessa natureza. As imagens são horripilantes, a segurança pública de nosso estado fará tudo para o seu total esclarecimento”.

O governador do estado, Eduardo Leite, também se manifestou pelas redes sociais. “Hoje é o Dia da Consciência Negra. Infelizmente, nesta data em que deveríamos celebrar políticas públicas e avanços na luta por igualdade racial, nos deparamos com cenas que nos deixam indignados pelo excesso de violência que levou à morte um cidadão negro”, lamentou. O governador prestou solidariedade à família de João Alberto.

A perícia foi realizada no local no fim da noite de ontem. A polícia vai analisar as imagens de câmeras de segurança e de testemunhas e vai colher depoimentos. O caso foi encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP).

Carrefour

Em nota, o Carrefour disse que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos "neste ato criminoso" e que romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. A empresa disse que também vai desligar de seu quadro o funcionário que estava no comando da loja "no momento do incidente". A nota diz ainda que, em respeito à vítima, a loja não abrirá hoje (20).  

Uma manifestação em frente ao supermercado está prevista para as 18h de hoje.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), deflagrou hoje (18) operação para desarticular a célula jurídica da organização criminosa que atua no estado, a chamada Primeiro Comando da Capital (PCC). A Operação Fast Track, com o apoio da Polícia Militar, cumpre 13 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão.

A ação foi deflagrada para interromper a comunicação entre integrantes da organização que estavam presos com os que estão em liberdade, feita por intermédio de advogados pagos com recursos obtidos por meio do tráfico de drogas. 

O principal alvo da operação foi B.F.LF., conhecido como Armani, que, depois da transferência da cúpula da organização para presídios diferentes, visando impedir que eles continuassem a transmitir ordens de dentro dos presídios, foi nomeado o comandante nacional da Célula Setor do Universo.

“Armani contratou advogados com atuação em diversas regiões do território nacional, com a finalidade de permitir que os chefes do PCC, presos, continuassem a se comunicar com integrantes da facção em liberdade. Por meio de atendimentos presenciais, os advogados contratados levavam informações aos líderes e recebiam ordens que deveriam ser transmitidas a outros criminosos”, explicou o MPSP.

Tratamentos médicos milionários 

Acrescentou que outra função de Armani na gestão do chamado Setor do Universo era custear tratamentos médicos milionários para os membros de cúpula do PCC. Diante de um problema oftalmológico apresentado por um dos líderes da organização, Armani autorizou pagamentos no valor de R$ 72 mil. O Setor do Universo providenciava também estadia e casas de apoio para familiares de presos nas penitenciárias federais. 

Ainda segundo o MPSP, os advogados também intermediavam o pagamento de propinas a policiais, transmitiam cobranças de dívidas e até ameaças de morte a mando da organização. 

“Não raro, os próprios advogados se envolviam em disputas que eram solucionadas pelo sistema de disciplina da facção, mediante o exercício de poderes de decisão por Armani, indicando inserção na estrutura hierárquico-piramidal do PCC”, disse o MPSP.

O Gaeco identificou, ainda, uma célula da facção denominada Setor CDHU ou Setor dos APs. Por meio desse núcleo, o PCC assumiu a posse e a propriedade de dezenas de imóveis vinculados à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e à Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab). Os imóveis eram destinados a familiares de presos ou egressos filiados à organização, estimulando novos recrutamentos para garantir o vínculo entre o integrante da facção e o PCC.

Recrutamento

Destinados exclusivamente a familiares de presos ou egressos que sejam filiados à organização criminosa, os apartamentos estimulam novos recrutamentos e garantem a perpetuação do vínculo entre o integrante da facção e o Primeiro Comando da Capital.

Os responsáveis por gerir os apartamentos procuravam novas unidades que estivessem vazias e as ocupavam. Em seguida, associavam o imóvel a uma outra pessoa, que atuava como laranja.  Síndicos de unidades do CDHU auxiliavam na localização e aquisição desses apartamentos.

“Em diálogos interceptados, foram captadas diretrizes específicas para que se impedisse a ocupação de apartamentos por “famílias necessitadas”, especialmente com crianças. No diagnóstico da facção, “se família entrar com criança, não sai mais”, motivo pelo qual as investidas dos integrantes da célula deveriam ser sempre rápidas”, disse o MPSP.

Equipes do Ministério Público de São Paulo estiveram em Rondônia. Houve, também, cumprimento de mandados em Brasília (DF), Mossoró (RN) e diversos municípios paulistas. As investigações foram realizadas com apoio do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN).

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

Nesta quarta-feira (30) a Polícia Federal (PF) deflagrou em São Paulo a Operação Rei do Crime. O alvo da ação é um braço financeiro que opera em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC) há mais de 10 anos. A investigação interditou mais de 70 empresas e bloqueou, com autorização da Justiça, contas bancárias cujos valores superam R$ 730 milhões.

Em nove cidades - São Paulo (SP), Bauru (SP), Igaratá (SP), Mongaguá (SP), Guarujá (SP), Tremembé (SP), Londrina (PR), Curitiba (PR) e Balneário Camboriú (SC) - mais de 200 policiais federais cumprem em apartamentos de luxo e empresas 13 mandados de prisão preventiva, 43 mandados de busca e apreensão e sequestro de 32 automóveis.

Há ainda nove motocicletas, dois helicópteros, um iate, três motos aquáticas, 58 caminhões e 42 reboques e semirreboques, com valor aproximado que ultrapassa os de R$ 32 milhões em bens sequestrados da facção criminosa. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Entre os investigados estão empresários do setor de combustíveis e até um dos condenados pelo envolvimento no furto ao Banco Central do Brasil, ocorrido em Fortaleza (CE), em 2005. No total são 20 indiciados. O grupo responderá pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Durante a investigação, a Polícia Federal rastreou movimentações financeiras e identificou a existência de uma rede de combustíveis, inclusive uma distribuidora, que atuava em benefício da facção criminosa, lavando ativos de origem ilícita, por meio de empresas com atuação sólida no mercado e de empresas de fachada ou de laranjas.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras também forneceu relatórios de inteligência financeira à PF. Os documentos apontaram movimentações atípicas do grupo investigado, cujo valor ultrapassa a cifra de R$ 30 bilhões. “De maneira inédita, a Polícia Federal solicitou em juízo a interdição da atividade econômica financeira de 73 pessoas jurídicas (postos de combustíveis, lojas de conveniência e escritórios de assessoria e contabilidade) utilizadas pela facção criminosa para movimentação de valores ilícitos, as quais passarão a ser administradas pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas”, diz nota da assessoria da PF.

A operação foi batizada de Rei do Crime em alusão a empresários que fomentam e financiam organizações criminosas sem praticar as ações violentas por elas perpetradas.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira, 29, dois secretários estaduais do Pará no âmbito de uma megaoperação que investiga supostos desvios de recursos da saúde. Além disso, um assessor do governador Helder Barbalho (também na mira da Justiça) foi detido. Os agentes levaram para a cadeia Parsifal de Jesus Pontes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia; Antonio de Padua, secretário de Transportes; e Leonardo Maia Nascimento, assessor de gabinete de Barbalho. Conforme a PF, a investigação mira 12 contratos firmados entre o governo do Pará e organizações sociais para administração de hospitais públicos, inclusive os de campanha construídos em razão da pandemia de coronavírus. Os contratos somam R$ 1,2 bilhão. Em nota, o governo do Pará disse que apoia qualquer investigação que busque proteger o dinheiro público.

FONTE: REVISTA OESTE

 
 

A Polícia Federal intimou o ex-ministro da Justiça Sergio Moro a depor no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. O depoimento deverá ser colhido no próximo dia 2 de outubro.

“A oitiva é motivada em razão de ele ter ocupado, à época dos fatos, a titularidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, afirmou a defesa do ex-ministro.

O inquérito no STF, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, tramita em segredo de Justiça. De acordo com o advogado Rodrigo Sánchez Rios, Moro vai ser ouvido na condição de testemunha e seu depoimento será colhido na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

FONTE: REVISTA OESTE

 

 
 

A Polícia Federal-PF deflagrou na manhã desta terça-feira (15), a Operação Guilda de Papel, que visa à repressão aos crimes de fraude à licitação, fraude a direitos trabalhistas e desvio de verbas públicas em Jequié, segunda maior cidade do sudoeste baiano.

Um dos endereços é o Edifício Mansão Avenida, na Avenida Rio Branco, onde está localizado a sede da Ativacoop,  cooperativa que presta serviço de contratação de pessoal para a Prefeitura de Jequié.

FONTE: BNEWS

 

Agentes da Força Nacional de Segurança Pública chegaram ontem (14) a Nova Olinda do Norte (AM), a cerca de 130 quilômetros ao sul de Manaus. Ao menos sete pessoas – incluindo dois policiais – foram mortas a tiros, na cidade, desde que as forças policiais do Amazonas deflagraram, no início do mês, uma operação contra o narcotráfico na região.

A pedido da Polícia Federal (PF) e em cumprimento a determinação da Justiça Federal, os agentes da tropa especial, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, participarão das ações necessárias “à preservação da ordem pública e da incolumidade [integridade] das pessoas e do patrimônio”.

Por razões estratégicas, nem o ministério nem a PF informam o número de agentes empregados na ação prevista para durar 60 dias – prazo que poderá ser prorrogado caso a PF entenda ser necessário.

Assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, a autorização para o emprego do efetivo foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (14).

Histórico

No fim do mês de julho, o então secretário executivo do Fundo de Promoção Social do Amazonas, Saulo Moysés Rezende Costa, foi baleado no ombro enquanto pescava com um grupo de amigos no Rio Abacaxis dando visibilidade à violência na região do médio Rio Madeira.

Costa, que não tinha a licença necessária para pescar no local, informou às autoridades policiais que, pouco antes de ser alvejado, havia discutido com um grupo de pessoas portando armas, facões e tochas, e que exigia que o ex-secretário e seus acompanhantes deixassem a região. Esta semana, o governo do Amazonas exonerou Costa do cargo de secretário – sem explicar os motivos para a saída.

A partir dessa ocorrência, a Secretaria estadual de Segurança Pública deflagrou, no dia 3 de agosto, uma operação policial com apoio de equipes da Companhia de Operações Especiais (COE) e do Batalhão Ambiental da Polícia Militar que foram deslocadas para Nova Olinda do Norte.

Ao fim do primeiro dia de ação, os agentes foram emboscados e dois policiais militares - o terceiro-sargento Manoel Wagner Silva Souza e o cabo Márcio Carlos de Souza - acabaram sendo mortos. Outros dois PMs ficaram feridos.

Diante da ação criminosa, o governador Wilson Lima prometeu rigor na apuração dos crimes e determinou que o próprio comandante-geral da PM seguisse para a região, com reforços. “Determinei ao coronel Ayrton Norte que só volte a Manaus quando tiver uma resposta efetiva do que aconteceu. Não existe resposta mais significativa do que punir essas pessoas e coibir essas atividades criminosas que acontecem há algum tempo no estado”, declarou Lima durante cerimônia pública.

No decorrer das investigações, policiais identificaram indícios de tráfico de drogas, formação de milícia armada e possível existência de uma facção criminosa atuando na região, segundo a secretaria de Segurança Pública. Com as suspeitas, a abordagem e revista de embarcações, a busca por áreas de plantio de maconha e a ação ostensiva contra o crime foram intensificadas.

Até a última terça-feira (12), quatro grandes plantações de maconha já tinham sido localizadas e três pessoas suspeitas de ligação com uma organização criminosa foram detidas.

Violência policial

Dias após a deflagração da operação policial, ribeirinhos e entidades civis começaram a denunciar a violência de alguns agentes públicos contra moradores da região.

No último dia 7, o corpo de Josimar Moraes Lopes foi encontrado em um igarapé, atingido por tiros. Morador da Terra Indígena Kwatá-Laranjal, Lopes pertencia à etnia Munduruku e completaria 26 anos na próxima segunda-feira (17). Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública adiantou que a suspeita é de que Lopes foi morto por traficantes, sem informar a suposta motivação.

Outro rapaz, de 20 anos, Eligelson de Souza da Silva, também foi encontrado morto, segundo a Secretaria de Segurança Pública, por ter trocado tiros com policiais.

Na última terça-feira, mais três corpos ainda não identificados foram encontrados no Rio Abacaxis.

A Agência Brasil solicitou detalhes da ocorrência à Superintendência da PF no Amazonas, mas não recebeu resposta. Hoje, a corporação se limitou a confirmar que “já efetuou o deslocamento de equipe de policiais federais para atuar na cidade de Nova Olinda e adjacências”.

A presença da PF na região foi solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF) que, no último dia 5, recorreu à Justiça para tentar garantir investigação federal das “circunstâncias, motivações e potenciais abusos e ilegalidades em operação deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública na região do Rio Abacaxis”.

Em nota, a Comissão Pastoral da Terra classificou a situação como “muito complexa” - conforme a maioria dos conflitos existentes na Amazônia. Vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a CPT manifestou sua preocupação com o que classificou como uma atuação policial violenta.

“Grupos pertencentes às forças policiais do Amazonas, cujo papel seria garantir a segurança das comunidades ameaçadas pela violência, vêm eles próprios cometendo todo tipo de violência e abusos contra as comunidades”, afirma a comissão, acusando agentes de segurança pública de “espalhar o terror” pela região, indiscriminadamente, e assegurando ter recebido várias denúncias de violações a direitos.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o corregedor-geral do Sistema de Segurança, delegado George Gomes, viajou para Nova Olinda do Norte a fim de acompanhar a operação e que, até o momento, nenhuma denúncia formal de supostos abusos por parte de agentes de segurança foi registrada. A pasta sustenta que a ação ostensiva ocorre em conformidade com a lei, e garante que denúncias sobre eventuais condutas inadequadas serão apuradas, sendo necessário que as vítimas ou terceiros denunciem o fato à Corregedoria formalmente.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
 

O crime organizado sofreu um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões em função das ações do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (VIGIA) contra as organizações criminosas que atuam nas fronteiras do país. No balanço dos primeiros 100 dias de gestão do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, a cifra apresentada pelo programa, coordenado pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), alcançou recorde na série histórica.

Nos últimos três meses, de abril a julho deste ano, a Operação Hórus, um dos eixos do VIGIA, registrou um aumento de 632% nas apreensões de drogas, passando de 17 toneladas no primeiro trimestre para 22 toneladas de drogas no segundo trimestre.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), presente em nove estados de fronteiras – Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima, Rondônia, Acre e Amazonas, além de duas divisas - Tocantins e Goiás, o trabalho das forças policiais estaduais e federais e de militares do Exército resultou, ainda, em um acréscimo de 30% na apreensão de cigarros, passando de 17 milhões de maços, para 22 milhões nos últimos 90 dias.

Nesse período as forças de segurança do Estado impuseram grandes perdas aos criminosos com incremento de 110% de prejuízo direto ao crime, passando de R$ 230 milhões para R$ 490 milhões, ao comparar os meses de abril a julho de 2019 com o mesmo período deste ano.

Nos últimos três meses, mais de mil veículos foram interceptados e 1.500 criminosos presos, desarticulando e enfraquecendo as organizações criminosas.

Para intensificar os trabalhos da Operação Hórus, o efetivo que recebe o custeio de diárias pelo MJSP aumentou em 167% passando, de 261 agentes/dia para 697/dia, o que representa um investimento diário do ministério da ordem de R$ 123 mil. Ao todo, hoje, são mais de 5 mil agentes de segurança pública federal, estadual e municipal envolvidos nas ações  do Programa VIGIA.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

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