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O Governo Trump deverá anunciar, nesta terça-feira (6), sanções econômicas totais contra o governo da Venezuela. Os Estados Unidos devem congelar todos os bens do regime de Nicolás Maduro e proibir transações com o governo venezuelano, com exceção das que estejam especificamente isentas.

A ordem foi assinada na noite desta segunda-feira (5) pelo presidente Donald Trump. Segundo o “Wall Street Journal”, essa é a primeira vez que o governo americano age contra um governo ocidental em mais de 30 anos. 

Além da Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, Irã e Síria são os países que sofrem restrições semelhantes por parte dos EUA nos últimos tempos. "Todas as propriedades e interesses em propriedade do Governo da Venezuela que estão nos Estados Unidos... estão bloqueados e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou de outra forma negociados", determina a ordem executiva, segundo a agência Reuters.

O atirador de Ohio descreveu-se nas redes sociais como um “esquerdista” pró-satanás que queria que a geração de Joe Biden morresse, odiava o presidente Trump e a aplicação da lei, e esperava votar na senadora Elizabeth Warren para presidente.

Nas primeiras horas da manhã de domingo, Connor Betts, que usava rifles, passou por um distrito de entretenimento de Dayton, matando sua irmã e outras oito pessoas e deixando dezenas de outros feridos antes que a polícia o matasse.

Eu quero o socialismo, e não vou esperar que os idiotas finalmente cheguem à compreensão“, escreveu ele em um tweet, segundo a Heavy.com .

A agência de notícias disse que encontrou a página do Twitter de Betts (identificou @iamthespookster) e verificou que a conta pertencia ao atirador “por meio de vários fatores de verificação, incluindo uma tatuagem combinando em fotos de selfie e páginas notórias de Connor Betts; várias ligações familiares à página; fotos semelhantes, incluindo dele e do cão da família, na página e contas verificadas dos membros da família; e referências para a faculdade e crescer em Ohio e Dayton”.

A conta do Twitter pintou uma imagem de um anarquista de esquerda e descontentamento, muito longe do manifesto anti-imigração publicado pelo atirador de El Paso no sábado.

Antes de vir para o Brasil e de se aliar ao espião americano Edwanrd Snowden, que roubou e repassou  dados que roubou da CIA e da NSA, o ativista do Psol, advogado e jornalista Glen Greenwald, teria produzido pelo menos dois sites de filmes pornográficos para gays nos Estados Unidos.

Segundo o site estrangeiro Daily News, em reportagem de 2013, antes de ser repórter e comentarista do jornal The Guardian, Glenn Greenwald era advogado e tinha um emprego de meio período no ramo pornográfico.

O caso veio à tona nesta terça-feira (23), através do jornalista Oswaldo Eustáquio, do site Agora Paraná.  O jornal estrangeiro mostra que o sócio da indústria pornográfica do fundador do Intercept, estava reclamando que Greenwald exigia mudanças no conteúdo dos vídeos que eram inaceitáveis e por isso acabaram rompendo, o que se tornou uma batalha judicial, que fez Greenwald montar seu próprio site pornô, denominado “hairystuds.com”.

O Agora Paraná ainda salienta que, embora essa informação seja antiga, não tinha vindo a tona no Brasil, sobretudo no tempo em que o jornalista americano conseguiu adotar dois meninos brasileiros. “Certamente a justiça brasileira não levou em consideração essa informação, mas a partir de agora a situação pode ficar mais complicada. Greenwald tentou ainda nesta semana visto de emergência para levar os filhos para os Estados Unidos, segundo o próprio Greenwald para ver a avó que está na iminência de morrer de câncer”, diz o portal.

O caso

O Daily News relata que Glenn, nativo do Queens, se tornou advogado em 1995, depois de se formar na Universidade de Nova York.

Ele já tinha carreira como advogado, quando o amigo, Jason Buchtel, lhe ofereceu uma parceria em sua empresa de consultoria, Master Notions Inc., em 2002.

Documentos judiciais mostram que um dos clientes da empresa era então conhecido como HJ – abreviação de “Hairy Jocks” e que Greenwald foi quem negociou o acordo.

O proprietário, Peter Haas “tinha essa empresa pornográfica que ele não era capaz de manter”, disse Greenwald. Greenwald e Buchtel concordaram em ajudar a Haas em troca de 50% dos lucros.

Nos dois meses em que as empresas trabalharam juntas, Haas ganhou mais dinheiro como nunca antes em toda sua vida, conforme registros da Master Notions.

No entanto, Haas recusou-se a pagar à empresa sua parte dos lucros, o que deu origem à batalha. Haas disse que cancelou o acordo porque Greenwald estava “exigindo mudanças no conteúdo dos vídeos que eram inaceitáveis”.

Ele também acusou Greenwald de ter o intimidado a assinar o acordo, citando vários e-mails distorcidos que ele disse serem de Greenwald, cujo endereço de e-mail era “DomMascHry31”. Em um deles, Greenwald supostamente chamou Haas de “uma putinha” e “uma boa prostituta”.

Mas, Greenwald negou tudo e disse que os e-mails foram “completamente fabricados” e não escritos por ele.

Depois que o relacionamento comercial azedou, Haas também acusou Greenwald e Master Notions de ter roubado sua lista de clientes para comercializar seus próprios vídeos em “hairystuds.com”. “Se você gostou do vídeo do Hairy Jocks, vai adorar nossa nova linha de vídeos”, disse o site.

Em declarações judiciais, Greenwald argumentou que Haas não tinha uma lista de clientes real para roubar, e que a Master Notions tinha se reunido “revendo clubes, grupos e salas de bate-papo na Internet e na America Online, que são voltadas para pessoas com interesse em vídeos adultos”.

O caso foi resolvido em 2004.  As denúncias também mostram diferentes desafios que Greenwald enfrentou ao longo dos anos.

Em um processo de 2003, ele e seu então sócio, Werner Achetz, foram processados ​​pela diretoria do West Side por ter um cachorro maior do que o permitido pelos estatutos.

Eles então alegaram que estavam sendo atacados porque eram gays, uma acusação que o conselho negou. Os documentos também mostram que ele teve alguns problemas financeiros – sua licença legal foi suspensa por não pagar sua taxa de registro em 2009. Ele disse que começou a desmembrar sua prática de advocacia em 2005 para se concentrar em escrever.

O presidente encarregado da Venezuela, Juan Guaidó, denunciou no sábado (13) que duas pessoas de seu corpo de segurança foram detidas e submetidas a torturas pelo regime comunista de Nicolás Maduro.

O ministro das Comunicações do governo em disputa na Venezuela, Jorge Rodríguez, disse no sábado que as pessoas tentaram vender armas do destacamento do Poder Legislativo, algo que o presidente do país rapidamente negou.

“As armas foram plantadas, assim como para Roberto Marrero. Isso não é novidade, sabemos o que estamos enfrentando “, disse Guaidó no estado de Trujillo, oeste da Venezuela, no sábado.

O Centro Nacional de Comunicação da Venezuela informou nesta sexta-feira, por meio da conta no Twitter, que dois membros do órgão de segurança do presidente encarregado, Juan Guaidó, foram sequestrados.

“Suas divisões e natureza demonstram sua incapacidade de garantir uma solução política para a crise”, acrescenta a publicação.

Guaidó também salientou, em seu Twitter, que trata-se de Erick Sánchez e Jason Parisi, que de acordo com o presidente encarregado estavam em Caracas “guardando minha família enquanto estou em Trujillo”.

Ele também alertou sobre as possíveis torturas “a que estão sendo submetidos” e acrescentou: “não vamos parar até recuperarmos a liberdade e o respeito pelos direitos humanos na Venezuela”.

O Centro de Comunicação também convocou a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, CIDH.

Outras pessoas da equipe do governo de Guaidó também foram presas: Roberto Marrero, chefe de seu gabinete, acusado de terrorismo; e o primeiro vice-presidente do Parlamento, Edgar Zambrano. Os tribunais também acusaram 15 legisladores de conspiração.

A prisão do pessoal de segurança do chefe do Congresso ocorre em um momento em que o regime ditatorial comunista e o governo constitucional estão fazendo negociações sob a mediação da Noruega. Durante a semana, as partes se reuniram em Barbados e retornaram na quinta-feira para consultas com vistas a uma nova reunião nos próximos dias.

Na manhã desta quinta-feira (11/07), às 8h15, horário italiano,  tiveram início os trabalhos de abertura de dois túmulos do Cemitério Teutônico, que fica dentro do Vaticano.

O objetivo, era verificar se haveria restos mortais de Emanuela Orlandi, uma jovem que desapareceu misteriosamente no centro de Roma, na tarde do dia 22 de junho de 1983, aos quinze anos. Ela era filha de um cidadão vaticano, funcionário da Prefeitura da Casa Pontifícia.

A medida foi tomada após a família de Orlandi ter recebido uma carta indicando sua suposta sepultura. Nos túmulos, estariam enterradas as princesas Sophie von Hohenlohe, que morreu em 1836 e Carlotta Federica de Mecklenburg, falecida em 1840.

No entanto, o que poderia ser a chave para resolver um mistério de 36 anos, acabou dando em nada. Segundo o Vaticano, nenhum resto mortal foi localizado. Nada de caixões, urnas mortuárias ou ossos. Nem mesmo os ossos das duas princesas, que deveriam estar enterrados, no local estavam lá.

As operações terminaram às 11h15. A inspeção começou com a abertura do túmulo da princesa Sophie von Hohenlohe e revelou apenas um grande compartimento subterrâneo de cerca de 4 metros x 3,70, completamente vazio.

Em seguida, foi feita a abertura do segundo túmulo-sarcófago, atribuído à princesa Carlotta Federica de Mecklemburgo. Também não foram encontrados restos humanos.

“Depois de retirar a laje do primeiro túmulo, os operários cavaram cerca de 30 centímetros e descobriram que havia um quarto embaixo, que incrivelmente estava vazio”, – diz Pietro Orlandi, irmão da jovem desaparecida.

“Depois passamos para o segundo: um túmulo de sarcófago, onde apenas a lápide precisava ser levantada. Mas também foi encontrado completamente vazio.  Recebemos relatórios precisos, não apenas aqueles contidos na carta anônima: eles também indicaram que as fontes de enterro de Emanuela, incluíam fontes dentro do Vaticano. Esta história não pode terminar assim. Por que todas essas pessoas nos direcionaram para lá? As famílias das princesas sabiam que não havia corpos? E onde eles estão?”, questiona Pietro.

O diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, disse que estão sendo verificados documentos referentes às intervenções estruturais ocorridas na área do Campo Santo Teutônico, em uma primeira fase no final do século XIX e uma segunda fase mais recente entre os anos 60 e 70 do século passado.

Ele ainda reiterou que a Santa Sé sempre demonstrou atenção e proximidade ao sofrimento da família Orlandi e, em particular, à mãe de Emanuela. Atenção demonstrada também nesta ocasião em aceitar o pedido específico da família para fazer uma verificação no Campo Santo Teutônico.

Depois de denúncias do movimento feminista dos EUA, #MeToo, a Disney decidiu retirar do filme de animação Toy Story 2, uma cena considerada como “machismo” e “assédio”.

A cena trazia o Stinky Pete, The Prospector, ou “Mineiro” (na tradução brasileira), flagrado por Woody dentro de uma caixa, conversando com duas Barbies. A eliminação da sequência foi descoberta por usuários de fóruns e sites online.

A exclusão ocorreu depois que o  ex-diretor de criação da Pixar e da Walt Disney Studios Animation e diretor de Toy Story, John Lasseter, deixou a empresa acusado de assédio sexual, segundo o The Guardian.

A cena já não será encontrada nos próximos DVD e Blu-ray do filme que serão feitos, assim como nas versões digitais.

O movimento #Metoo

O movimento ganhou notoriedade depois da divulgação de escândalos envolvendo Harvey Weinstein, um dos maiores produtores de Hollywood, fundador da Miramax e da The Weinstein Co e produtor de grandes sucessos de bilheteria como o Senhor dos Anéis. Diversas atrizes de Hollywood alegaram terem sofrido assédio sexual de Weinstein.

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, concordaram neste sábado (29/6), em Osaka, no Japão, em retomar negociações comerciais após uma reunião bilateral, que ocorreu no último dia do encontro de cúpula do G20 – grupo dos países mais ricos, mais a União Europeia.

Tivemos uma reunião muito boa com o presidente chinês Xi. Eu diria que excelente“, afirmou Trump. A agência de notícias chinesa Xinhua informou que as negociações, interrompidas em maio, serão retomadas e que Washington desistiu da ameaça de impor novas tarifas de importação que teriam afetado 500 bilhões de dólares em produtos chineses importados.

Estamos de volta aos trilhos e vamos ver o que acontece”, disse Trump a repórteres, depois de uma reunião de 80 minutos com o presidente chinês.

A trégua é similar a uma que foi declarada pelos dois presidentes na cúpula do G20 do ano passado em Buenos Aires, embora meses depois a guerra comercial tenha recomeçado. Trump disse que, embora não pretenda suspender as tarifas de importação existentes, ele vai evitar impor novas cobranças em bens chineses adicionais.

Estamos segurando as tarifas e eles comprarão produtos agrícolas”, disse, sem dar detalhes sobre compras futuras de produtos agrícolas pela China. “Se chegarmos a um acordo, será um evento muito histórico”, afirmou.

O presidente dos Estados Unidos não estabeleceu um cronograma para o que chamou de acordo complexo, mas disse que não estava com pressa. “Quero fazer direito”, disse.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se tornou ontem (30) o primeiro presidente dos Estados Unidos a pisar em território norte-coreano.

Após trocar aperto de mãos com o presidente da Coreia do Sul, Kim Jong-un na divisão entre as Coreias, Trump cruzou a Linha de Demarcação na Zona Desmilitarizada (DMZ).

A divisão entre Coreia do Sul e a Coreia do Norte foi estabelecida pelo armistício de 1953 e encerrou formalmente a Guerra da Coreia.

O gesto foi chamado de “verdadeiramente histórico” pelo presidente sul-coreano Moon Jae-in e marcou a demonstração de respeito sem precedentes e amizade crescente entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

O presidente americano afirmou que ele e Kim concordaram em retomar negociações sobre a desnuclearização da Península Coreana.

Kim disse através de um intérprete que ele tinha vindo ao encontro de Trump porque estava “disposto a dar um fim ao infeliz passado” e que se não fosse pelas “excelentes relações entre nós dois”, não seria possível tal oportunidade.

Trump expressou um sentimento semelhante, dizendo que seu relacionamento pessoal com Kim permaneceu forte. Ele descreveu a reunião como “um momento histórico”.

Na última terça-feira (18/6), autoridades federais dos EUA apreenderam 16 toneladas de cocaína, embaladas em fardos de cocaína, estimados em US$ 1 bilhão, no Terminal Marítimo de Packer Avenue, no rio Delaware, ao sul da Filadélfia.

As drogas foram encontradas segunda-feira em sete contêineres no MSC Gayane, pela fiscalização do navio assim que chegou ao porto. A queixa federal foi apresentada no dia seguinte, no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Leste da Pensilvânia.

1 bilhão em cocaína

Segundo o Gabinete do Procurador dos EUA, trata-se de uma das maiores apreensões de droga da história do país.

Essa quantidade de cocaína poderia matar milhões – milhões – de pessoas“, disse o procurador William M. McSwain na conta dele no Twitter.

Meu escritório está empenhado em manter nossas fronteiras seguras e ruas seguras contra narcóticos mortais.“, completou.

1 bilhão em cocaína

De acordo com a denúncia, o segundo oficial do navio, Ivan Durasevic, e outro membro da tripulação, o marinheiro Fonofaavae Tiasaga, seriam os responsáveis pelo transporte.

Investigadores federais afirmaram que os dois confessaram seus papéis e forneceram detalhes das operações, que estão incluídas em uma declaração anexada à denúncia.

Ivan receberia US$ 50 mil em cripto-moeda por ajudar a carregar o navio, disse o agente especial do Departamento de Segurança Doméstica, Eric Mooney.

Ainda em alto mar, 14 barcos teriam se aproximado da embarcação em diferentes pontos, para repassarem os fardos da droga embrulhados em rede de pesca durante o trânsito, após o MSC Gayane sair do Panamá. Em seguida a carga toda teria recebido novos selos.

Foram registradas ligações da embarcação para portos nas Bahamas, Panamá, Colômbia e Peru antes de sua chegada à Filadélfia.

O destino da droga, seria a Holanda e a França, não o mercado americano. O navio iniciou a viagem no dia 31 de maio. Algumas fontes afirmam que ele teria partido do Peru, outras do Chile.

A promotoria tem razões para acreditar que o eletricista e o diretor do navio também estavam envolvidos no esquema, segundo os documentos de acusação.

Uma segunda acusação foi feita envolvendo outros quatro marinheiros, identificados como Bosco Markovic, 37, Alekandar Kavaja, 25, Nenad Ilic, 39, e Laauli Pulu, 32, embora os papéis desenvolvidos por eles não tenha sido divulgado.

Em um comunicado, o MSC disse que trabalha regularmente com as autoridades para lidar com o contrabando e agradeceu às autoridades americanas por interditarem o carregamento de cocaína a bordo do Gayane.

Reproduzimos, na íntegra, o artigo de Judith Bergman e traduzido por Joseph Skilnik do Instituto Gatestone. Mais uma vez, cabe lembrar, o filósofo e escritor Olavo de Carvalho tem razão ao criticar os políticos e membros do governo Bolsonaro que adulam a China. Confira:

O dia 4 de junho marca o 30º aniversário do massacre de manifestantes pró-democracia na Praça da Paz Celestial ocorrido em 1989, a data chama a atenção para a extrema censura que acontece na China sob o regime do Partido Comunista Chinês (PCC) e do presidente Xi Jinping.

O aniversário do massacre é eufemisticamente chamado na China continental de ‘o Incidente de Quatro de Junho’. Como não poderia deixar de ser, o regime chinês teme que qualquer conversa, muito menos alguma manifestação pública em homenagem a esse acontecimento histórico possa provocar intranquilidade em relação ao regime, o que poderia colocar em risco o poder absoluto do Partido Comunista Chinês.

Na China a Internet se encontra sob o controle do Partido Comunista Chinês, principalmente por meio da rigorosa censura imposta pelo principal censor da Internet do partido, o Cyberspace Administration of China (CAC), criado em 2014. Em maio de 2017, segundo um informe da Reuters , o CAC introduziu diretrizes rígidas exigindo que todas as plataformas da Internet que geram ou distribuem notícias “sejam gerenciadas por equipes editoriais sancionadas pelo partido” que tenham sido “aprovadas pelos órgãos de informações e da Internet do governo nacional ou local e, que seus funcionários possuam credenciais de treinamento e de apresentação do governo central”.

Em sua avaliação sobre a liberdade na Internet em 65 países em 2018 a “Freedom on the Net 2018” da Freedom House, , posicionou a China em último lugar. No ranking mundial da ONG Repórteres sem Fronteiras sobre a liberdade de imprensa de 2019, a China ocupa a 177ª posição de 180 países, perdendo apenas para a Eritreia, Coreia do Norte e Turcomenistão. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), quando do censo realizado nas prisões em 2018, apurou pelo menos 47 jornalistas encarcerados na China, mas de acordo com o CPJ, o contingente é provavelmente bem maior: “as autoridades estão deliberadamente impedindo que os dados sejam conhecidos”. Em março de 2019, o CPJ estava investigando pelo menos mais doze casos, incluindo prisões ocorridas em dezembro de 2018 de 45 colaboradores da revista de direitos humanos e liberdade religiosa,Bitter Winter, que a China considera um “site estrangeiro hostil“.

Em situações “delicadas”, como a do aniversário do massacre na Praça da Paz Celestial, sites inteiros são impedidos de serem acessados. Desde abril, antes do aniversário do massacre, a Wikipédia já tinha sido bloqueada na China, em todos os idiomas. O site da Wikipédia em chinês encontra-se bloqueado desde 2015. Sites como Google, Facebook, Twitter, Instagram e outros também estão há muito tempo bloqueados na China.

A pesquisa de determinados termos também fica bloqueada em ocasiões “delicadas”. No passado, até palavras comuns e inócuas como “hoje” ou “amanhã” foram bloqueadas.

No caso do aniversário do massacre, segundo consta, o Partido Comunista Chinês iniciou a repressão em janeiro de 2019: em 3 de janeiro, a Administração do Ciberespaço da China anunciou em seu site que havia lançado uma nova campanha contra “informações negativas e prejudiciais” na Internet. A campanha deveria durar seis meses, coincidindo com o aniversário do massacre de 4 de junho. A definição de “informação negativa e prejudicial” abrangia tudo, tim-tim por tim-tim: qualquer conteúdo que fosse “pornográfico, vulgar, violento, execrável, fraudulento, supersticioso, abusivo, ameaçador, inflamatório, fofoqueiro e sensacionalista” ou relacionado a “jogos de azar” ou espalhar “estilos de vida grotescos e cultura de má qualidade” deveria ser removido de toda e qualquer plataforma concebível de Internet. O CAC salientou: “aqueles que permitirem que comportamentos ilegais corram soltos serão julgados e severamente punidos”.

Na China, a censura agora automatizada em larga escala, atingiu “níveis de perfeição jamais vistos, auxiliados pela aprendizagem de máquina e reconhecimento de voz e imagem”, de acordo com uma recente reportagem da Reuters. Ela cita censores chineses fazendo considerações como:

“Às vezes dizemos que a inteligência artificial é o bisturi e o ser humano é o facão… Quando eu comecei a trabalhar nessa área há quatro anos, era possível remover as imagens da Praça da Paz Celestial, agora a inteligência artificial é de longe mais precisa”.

A draconiana censura da China corre paralela à draconiana repressão à liberdade religiosa. O presidente do Religious Freedom Institute, Thomas F. Farr, desenhou em Novembro de 2018 perante a Comissão Executiva do Congresso sobre a China o seguinte: a repressão religiosa da China como “a investida mais sistemática e brutal para controlar as comunidades religiosas do país desde a Revolução Cultural”. A exemplo de outros regimes comunistas, como o da antiga União Soviética, a ideologia comunista não tolera nenhum tipo de narrativa que concorra com a dela.

“A religião é uma fonte de autoridade e um objeto de fidelidade maior que o estado”, escreveu Farr. “Essa característica da religião sempre foi um anátema para os déspotas totalitários da história, como Stalin, Hitler e Mao… ”

A brutal opressão sofrida pelos tibetanos na China tanto religiosa quanto cultural está em andamento ininterrupto há quase 70 anos, mas a China não procurou apenas destruir a religião tibetana. O cristianismo, por exemplo, é visto desde o início como uma ameaça à República Popular da China quando do seu estabelecimento em 1949. “Isso se deu mais intensamente no auge da Revolução Cultural (1966 a 1976), com a demolição, fechamento e readaptação de lugares de culto e a proibição de práticas religiosas”, de acordo com o Conselho de Relações Exteriores. Clérigos cristãos ficaram presos por quase 30 anos. Nos últimos anos, ao que tudo indica, a opressão dos cristãos na China disparou. Desde o final dos anos de 1990, o regime chinês também visa o Falun Gong.

A China vem fechando igrejas e removendo cruzes. As cruzes estão sendo substituídas pela bandeira nacional e as imagens de Jesus pelas fotos do Presidente Xi Jinping. As crianças, futuras mantenedores da ideologia comunista, foram proibidas de frequentarem a igreja. Em setembro de 2018, a China fechouuma das maiores igrejas clandestinas, a Zion Church de Pequim. Em dezembro de 2018, o pastor da igreja clandestina Early Rain Church, Wang Yi e sua esposa foram presos e acusados de ‘incitar a subversão’, crime passível de punição de até 15 anos de reclusão. Juntamente com o pastor e sua esposa, mais de 100 membros da igreja também foram presos. Em abril de 2019, as autoridades chinesas retiraram à força um padre católico clandestino. Trata-se do Padre Peter Zhang Guangjun, ele foi retirado logo depois de celebrar a Missa do Domingo de Ramos. Ao que consta ele foi o terceiro padre a ser levado pelas autoridades em um mês.

Segundo um documento confidencial obtido pela Bitter Winter, no momento a China também está se preparando para desfechar uma repressão às igrejas cristãs que tenham laços com comunidades religiosas do exterior.

O governo também está mandando uigures, uma população que conta com cerca de 11 milhões de pessoas , em sua maioria muçulmana, da província ocidental de Xinjian, na China, para campos de internação para ‘reeducação política’. A China afirma que os campos são centros de treinamento em educação profissional destinados a conter a ameaça do extremismo islâmico. Os uigures lançaram vários ataques terroristas na China, de acordo com um relatório de 2017, “Combatentes Uigures Estrangeiros: um Desafio Jihadista Pouco Avaliado” pelo Centro Internacional de Contraterrorismo em Haia. O relatório também assinala:

“Os uigures se consideram à parte e distintos quanto à etnia, cultura e religião da maioria Han da China que os governa. Essas distinções formam a base da identidade étnica/nacionalista dos uigures, levando alguns deles a se engajarem em atividades violentas destinadas a estabelecer seu próprio país, o Turquestão Oriental…

“A sedução da ideologia radical islâmica fora da China tem atraído muitos uigures a participarem de um jihadismo violento como parte de sua identidade religiosa e como meio de promover sua luta contra as autoridades chinesas”.

“Os chineses estão usando as forças de segurança para o encarceramento em massa de muçulmanos chineses em campos de concentração”, salientou recentemente Randall Schriver, Secretário Adjunto de Defesa para Assuntos de Segurança da Ásia e do Pacífico. “Dado o que entendemos ser a magnitude da detenção, pelo menos um milhão, mas provavelmente algo próximo de três milhões de cidadãos de uma população de cerca de 10 milhões”, poderia estar presa em centros de detenção.

Segundo a The Epoch Times, nos campos de detenção chineses, os uigures vêm sendo drogados, torturados, espancados e mortos por injeções letais. “Ainda me lembro das palavras das autoridades chinesas quando perguntei qual crime eu havia cometedo, “ressaltou Mihrigul Tursun, uma mulher que fugiu para os Estados Unidos com dois de seus filhos. “Eles responderam: o fato de você ser uigur é um crime“.

Perseguição seguida de tormentos físicos contra as minorias religiosas, contudo, não é o suficiente para o Partido Comunista Chinês. Há uma campanha contra o cristianismo nas escolas de todo o país. Por exemplo, o governo obrigou os alunos a prestarem juramento de resistência à crença religiosa. Os professores também foram doutrinados para “assegurar que a educação e o ensino sigam a direção política correta”. Clássicos lecionados nas escolas estão sendo censurados: em Robinson Crusoé de Daniel Defoe, as referências à Bíblia foram excluídas, as referências ao culto dominical ou a Deus nos contos de Anton Chekhov e Hans Christian Andersen foram eliminadas.

Além disso, o uso de palavras ‘melindrosas’ relacionadas à religião, como ‘oração’, não são permitidas em sala de aula.

Tanto na opressão religiosa, quanto na censura à liberdade de expressão, o Partido Comunista Chinês faz uso de meios de tecnologia de ponta para atingir seus objetivos. Há relatos segundo os quais Xinjiang está sendo usada como campo de testes para a tecnologia de vigilância: Os uigures de Xinjiang, segundo um relatório publicado no jornal The Guardian, são monitorados por meio de câmeras de vigilância montadas em vilarejos, esquinas, mesquitas e escolas. Os passageiros têm que passar por postos de controle de segurança em todas as cidades e aldeias por onde passam por meio de sistemas de identificação facial em tempo real e por checagem nos telefones. A China usa a tecnologia de reconhecimento facial que verifica as imagens dos rostos das câmeras de vigilância para identificar suspeitos que constam de um banco de dados.

Em 2018 a China contava com cerca de 200 milhões de câmeras de vigilância e planeja instalar mais 626 milhões dessas câmeras até 2020. O objetivo da China, ao que tudo indica, é montar a “Plataforma Integrada de Operações Conjuntas“, que irá integrar e coordenar dados de câmeras de vigilância operando com tecnologia de reconhecimento facial, carteira de identidade dos cidadãos, dados biométricos, placas de carros e informações sobre a propriedade do veículo, saúde, planejamento familiar, bancos e antecedentes criminais e cíveis, “atividade incomum” e quaisquer outros dados relevantes que possam ser reunidos sobre os cidadãos, como prática religiosa e viagens ao exterior.

Hoje a China já está realizando o que Stalin, Hitler e Mao sonhavam em realizar: o estado totalitário perfeito, com a ajuda da tecnologia digital, onde o indivíduo não tem para onde fugir do olho do estado comunista que tudo vê.

 

(Por Terça Livre)

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