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Ao longo dos meses, empresas chinesas vêm sofrendo boicote em todo o mundo. As sanções se intensificaram  ainda mais após uma série de denúncias feitas pelo presidente Donald Trump, que acusa a Huawei de espionagem.

Depois dos EUA, Reino Unido, França e Portugal, a Índia recomendou que companhias de telefonia evitem equipamentos do gigante de tecnologia chinês, segundo informou na segunda-feira (24) o jornal Financial Times.

Mesmo o primeiro-ministro Narendra Modi não se pronunciando oficialmente, executivos da indústria local garantem que autoridades do Estado indicaram que as companhias têm de evitar produtos chineses, incluindo a rede 5G. “O jogo acabou”, afirmou um executivo do setor de telecomunicações ao jornal.

As relações entre os dois países ficaram ainda mais difíceis depois da morte de 20 militares indianos num confronto recente entre os dois países, no Himalaia.

Como resposta, o governo Modi baniu empresas chinesas citando preocupações com a segurança nacional. Além disso, a Huawei espiona seus consumidores e está a serviço do Partido Comunista da China, sustentam os Estados Unidos.

FONTE: TERÇA LIVRE

 

O Ministério de Justiça da Bolívia abriu investigação contra o ex-presidente Evo Morales após denúncia de pedofilia envolvendo o comunista.

As primeiras informações foram reveladas pelo site espanhol OKDIÁRIO que afirmou ter tido acesso exclusivo a um relatório secreto da Polícia Boliviana, que revela conversas de WhatsApp entre Evo Morales e uma adolescente de 19 anos.

Os investigadores suspeitam que os dois mantêm um relacionamento há cinco anos, ou seja,  desde quando a jovem tinha 14 anos e ainda era menor. Nas mensagens, de acordo com o site, a menina confirma que ela e Evo Morales são namorados, além de tratar sobre questões de cunho sexual.

A Polícia Boliviana está analisado as fotos íntimas e as conversas entre a menina e o narco-cocaleiro.

Na última quinta-feira (13), a vice-presidente do Senado boliviano, Carmen Eva Gonzáles, denunciou Evo Morales no Ministério Público por  crime de pedofilia.

A investigação está em fase preliminar e foi iniciada há vinte dias no Ministério de Governo da Bolívia.

O site espanhol revela que nas mensagens é a própria adolescente quem confirma sua relação com Evo Morales.

No dia 6 de fevereiro deste ano, a jovem enviou mensagem a Evo Morales dizendo: “Amor. O melhor dia da minha vida foi aquele em que você e eu nos tornamos namorados, aquele dia 24 em que jurei ao meu coração e ao seu amor sincero para sempre.”

Ao que consta no inquérito policial, foram registradas 348 ligações perdidas do telefone pessoal de Evo Morales para o adolescente, que não atendeu às ligações.

Essas ligações ocorreram entre 4 de março e 7 de julho de 2020. O telefone de onde Evo Morales fez contato com a menina é o mesmo que está em funcionamento desde que ele se estabeleceu em Buenos Aires. Existem também várias mensagens de cunho sexual.

De acordo com o Código Penal Boliviano, se Evo Morales mantivesse relação sexual com a adolescente quando ela ainda era menor, mesmo sendo plenamente consensual, ele poderia ter cometido um crime de estupro, punível com 3 a 6 anos de prisão. Na Bolívia, as relações sexuais entre duas pessoas não são permitidas até que ambas tenham mais de 18 anos.

FONTE: TERÇA LIVRE

 

Uma tropa de choque lançou bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que tentavam superar uma barreira para chegar ao prédio do Parlamento, em Beirute, neste sábado (8), durante um protesto contra a maneira pela qual governo libanês está lidando com a devastadora explosão desta semana na cidade.

Cerca de 7.000 pessoas reuniram-se na Praça Martyrs, no centro da cidade, alguns atirando pedras. A polícia lançou gás lacrimogêneo quando alguns manifestantes tentaram romper a barreira que bloqueia a rua que leva ao Parlamento, disse um jornalista da Reuters.

Ambulâncias foram enviadas para o local. Um adolescente desmaiou por causa do gás.

Os manifestantes entoavam “o povo quer a queda do regime”, bordão popular durante a Primavera Árabe, em 2011. “Revolução. Revolução”. E seguravam cartazes que diziam: “Saiam, vocês são todos assassinos.”

Soldados em veículos armados com metralhadoras patrulhavam a área em meio aos conflitos.

“Sério que o Exército está aqui? Vieram atirar em nós? Juntem-se a nós e podemos enfrentar o governo juntos”, gritou uma mulher.

A explosão de terça-feira (4), a maior da história de Beirute, matou 158 pessoas e feriu 6.000, segundo o ministério da Saúde. Vinte e uma pessoas ainda estão desaparecidas por causa da detonação que destruiu uma grande área da cidade.

O governo prometeu responsabilizar os culpados, mas poucos libaneses acreditam nisso.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
 

Autoridades paraguaias identificaram, no país, uma “nuvem” de gafanhotos semelhante a que, no fim de junho, se formou na Argentina e chegou próxima às fronteiras com o Brasil, motivando o governo brasileiro a, na ocasião, declarar estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Embora não representem um risco direto para os seres humanos, estes ortópteros saltadores podem, em grupo, causar grandes prejuízos econômicos, devorando plantações em questões de horas.

Segundo o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Vegetal e de Sementes (Senave) do Paraguai, até a tarde de ontem (15), milhares de gafanhotos da espécie schistocerca cancellata, (também chamada de gafanhoto migratório sul-americano) se encontravam próximos ao Parque Nacional Defensores del Chaco, no estado de Boqueirão, a cerca de 300 quilômetros (km) das fronteiras com o Brasil e a Argentina.

A possibilidade dos gafanhotos se deslocarem para outras regiões colocou não só os técnicos do Senave paraguaio “em vigilância permanente”, mas também motivou o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina a reforçar o pedido para que produtores rurais e a população em geral alertem às autoridades sanitárias locais caso avistem os animais.

No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou ter recebido dos técnicos paraguaios informações sobre a segunda nuvem de gafanhotos. A pasta informou que está monitorando a situação, mas que, no momento, não há como prever o comportamento dos animais, pois isto depende de uma série de fatores climáticos.

“No momento, as condições meteorológicas não são favoráveis à sua entrada no Brasil e, por isso, ainda não é necessário estabelecer uma emergência fitossanitária para essa nuvem”, sustenta o ministério, revelando que ocorrências do tipo já vem sendo monitoradas por especialistas de diversos países sul-americanos desde 2015. Além disso, desde o dia 23 de junho, quando foi emitido o alerta em decorrência da primeira nuvem, também os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná estão mobilizados para, se necessário, adotar as medidas de controle cabíveis.

Explosão demográfica

Conforme a Agência Brasil noticiou no dia 25 de junho, embora o surgimento de nuvens de gafanhotos tenha voltado a ganhar destaque quando a situação na Argentina ameaçava transpor as fronteiras do Brasil e do Uruguai, o fenômeno é antigo na região.

Segundo o Senasa, há muito tempo os argentinos convivem com um espantoso número de gafanhotos migratórios sul-americanos. Durante a primeira metade do século XX, a espécie “foi a praga mais prejudicial” para o setor agropecuário do país, “causando significativas perdas econômicas em cultivos e campos naturais de amplas regiões” do país.

Mesmo com este histórico, em 2017, especialistas se surpreenderam com o que classificaram como uma nova “explosão demográfica dos gafanhotos”. O que motivou a aprovação do Protocolo Interinstitucional de Gestão de Informações - o que não impediu que, dois anos depois, a Argentina tivesse que decretar emergência regional frente aos milhares de insetos provenientes do Paraguai.

Ontem, a Senasa informou que continua acompanhando milhares de animais que faziam parte da nuvem que se formou em junho e que, agora, estão agrupados próximos à cidade de Curuzú Cuatiá,  a cerca de 100 km de Uruguaina (RS). De acordo com o órgão, os gafanhotos estão em uma área de difícil acesso e, nos últimos dias, têm se deslocado pouco, devido às baixas temperaturas.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
 

Diversas empresas iniciaram nesta semana um boicote ao Facebook anunciando que deixarão de veicular anúncios publicitários durante o mês de julho na plataforma e em outros apps controlados pela empresa, como Instagram. A recusa foi motivada pelo que consideraram a incapacidade da rede social de lidar com o discurso de ódio, desinformação e conteúdos de incitação à violência.

A medida foi incentivada pela campanha Pare o ódio por lucro (Stop Hate for Profit), promovida por organizações da sociedade civil relacionadas a direitos civis e promoção do debate público democrático na Internet, como Antidefamation League, Sleeping Giants, Free Press e Color for Change.

As entidades questionam a falta de ações da empresa para combater mensagens de ódio contra negros, somando-se às mobilizações “Vidas Negras Importam” (Black Lives Matter), além de outras abordagens como a negação do holocausto.

Grandes corporações globais aderiram ao boicote, como Coca-Cola, Puma, Adidas, Boeing, Ford, Honda, Levi ´s, Pfizer, Reebok, SAP e Unilever. De acordo com os organizadores do movimento, mais de 750 firmas já manifestaram adesão.

No Brasil, segundo um dos movimentos organizadores, o Sleeping Giants Brasil, algumas empresas já anunciaram a participação da campanha, como Unilever, Coca-Cola, Northface, Vans Usebrusinhas, o Interceptbr.

Propostas

Além do boicote, a campanha também apresentou uma série de reivindicações para o Facebook e para outras redes sociais. Entre elas incluir executivos para analisar os produtos sob o olhar de direitos humanos, realizar auditorias de entidades independentes sobre as medidas de combate ao discurso de ódio e desinformação e ressarcimento de anunciantes cujas mensagens pagas sejam veiculadas em posts sites depois identificados como problemáticos.

Os organizadores da iniciativa também cobram que o Facebook remova da plataforma grupos relacionados a supremacistas brancos, milícias, conspirações violentas, negação do holocausto, rejeição de efeitos de vacinas e que rejeitam mudanças climáticas. Também defendem que as aplicações da companhia parem de recomendar conteúdos de ódio e desinformação e criem mecanismos para que esses conteúdos sejam revisados por humanos, e não somente por sistemas automatizados.

Facebook

Em nota à Agência Brasil, o Facebook afirmou que a companhia investe “bilhões de dólares todos os anos para manter a comunidade”, embora não tenha detalhado os valores. Segundo a empresa, relatório da União Europeia indicou que a plataforma analisou mais conteúdos de discurso de ódio em 24h do que Twitter e Youtube.

“Nós abrimos para uma auditoria de direitos civis e banimos 250 organizações supremacistas brancas do Facebook e Instagram. Os investimentos que fizemos em Inteligência Artificial nos possibilitam encontrar quase 90% do discurso de ódio proativamente, agindo sobre eles antes que um usuário nos denuncie”, acrescentou o comunicado.

Em artigo publicado no site da empresa na quarta-feira (1º), o vice-presidente de políticas públicas e comunicação da empresa, Nick Clegg, declarou que o Facebook “não se beneficia do ódio” e que o discurso de ódio é uma expressão da sociedade na plataforma. Ele destacou que esses conteúdos são proibidos pelos parâmetros da comunidade e são retirados quando identificados, mas que procurá-los é como buscar “uma agulha no palheiro” pela grande quantidade de mensagens postadas diariamente.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
 

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) pede que a população avise se avistar a nuvem de gafanhotos, que está sendo monitorada pela instituição, que aplica defensivos fitossanitários para reduzir a infestação do inseto que ameaça lavouras e pastagens.

Ontem (26), o Senasa localizou a nuvem de gafanhotos 90 quilômetros a oeste da cidade de Argentina de Curuzú. Esta, por sua vez, fica cerca de 100 quilômetros a oeste  de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

A preocupação entre os argentinos é que a nuvem de gafanhotos ataque as plantações de trigo e aveia, que estão em fase de crescimento, além do pasto dos animais. Segundo o Senasa, uma nuvem de gafanhotos é capaz de consumir uma quantidade folhas equivalente a uma colheita capaz de alimentar 2.500 pessoas em um dia.

A dieta do inseto varia, conforme a espécie, entre folhas, cerais, capim e outras gramíneas. De acordo informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho. A espécie é Schistocerca cancellata.

O deslocamento dos gafanhotos depende da circulação dos ventos e da temperatura. Os insetos preferem temperaturas mais altas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os ventos no Rio Grande do Sul terão intensidade entre fraca e moderada na direção sul-leste neste fim de semana.

A previsão para este sábado (27) no estado é de tempo nublado a parcialmente nublado com possibilidade de chuva em áreas isoladas do norte e parcialmente nublado nas demais regiões.Por causa da queda de temperatura, há possibilidade de geada em áreas isoladas.

Na última quinta-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A medida permite a implementação de plano de supressão da praga.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

As contas externas registraram saldo positivo pelo terceiro mês consecutivo, informou hoje (24) o Banco Central (BC). Em maio, o superávit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 1,326 bilhão. Esse é o maior resultado para o mês, desde maio de 2017, quando houve superávit em transações correntes de US$ 2,471 bilhões. Em maio de 2019, houve déficit de US$ 1,385 bilhão.

Segundo o BC, contribuíram para esse resultado de maio, comparado ao igual mês do ano passado, “as reduções no déficit em renda primária [lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários], US$ 2,1 bilhões, e em serviços [viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, entre outros], US$ 1,5 bilhão, em oposição à redução de US$ 812 milhões do superávit comercial”.

O déficit em transações correntes de janeiro a maio de 2020 somou US$ 11,334 bilhões, recuo de 38,2% em relação aos US$ 18,339 bilhões registrados nos cinco primeiros meses de 2019.

O déficit em transações correntes nos 12 meses encerrados em maio de 2020 somou US$ 42,4 bilhões (2,54% do Produto Interno Bruto – PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), ante US$ 45,2 bilhões (2,64% do PIB), em abril de 2020.

Balança comercial

Em maio, as exportações de bens totalizaram US$ 17,996 bilhões e as importações, US$ 13,791 bilhões, resultando no superávit comercial de US$ 4,205 bilhões, contra US$ 5,017 bilhões em igual mês do ano passado. De janeiro a maio, o superávit comercial chegou a US$ 13,054 bilhões, ante US$ 17,698 bilhões do mesmo período de 2019.

Serviços

O déficit na conta de serviços atingiu US$ 1,717 bilhão em maio, ante US$ 3,264 bilhões em igual período de 2019. Nos cinco meses do ano, o saldo negativo chegou a US$ 9,787 bilhões, resultado menor que o registrado de janeiro a maio de 2019, de US$ 14,103 bilhões.

“Houve redução de 91,8% nas despesas líquidas [receitas de estrangeiros no Brasil menos gastos de brasileiros no exterior] de viagens, que totalizaram US$ 87 milhões em maio de 2020 (US$ 1,1 bilhão em maio de 2019). Na comparação interanual houve recuo de 72,9% e de 86,4% nas receitas e despesas de viagens, respectivamente. Destacaram-se também as despesas líquidas de aluguel de equipamentos, redução de US$ 302 milhões, para US$ 1,1 bilhão, e as despesas líquidas de transporte, com recuo de US$ 280 milhões, para US$ 256 milhões”, diz o BC.

Em junho, até o último dia 19, a conta de viagens gerou receitas de US$ 117 milhões e despesas de US$ 218 milhões, com déficit de US$ 101 milhões. A conta de viagens internacionais tem sido afetada pelas restrições de entrada e saída dos países e pelas medidas de isolamento social, necessárias para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

Rendas

Em maio de 2020, o déficit em renda primária chegou a US$ 1,303 bilhão, contra US$ 3,434 bilhões em igual período de 2019. De janeiro a maio, o saldo negativo ficou em US$ 15,174 bilhões, ante US$ 22,544 bilhões em igual período do ano passado.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 142 milhões, contra US$ 295 milhões em maio de 2019. Nos cinco meses do ano, o resultado positivo chegou a US$ 574 milhões, ante US$ 295 milhões em igual período de 2019.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 2,552 bilhões no mês passado, ante US$ 8,264 bilhões em maio de 2019. Esse resultado ficou acima do projetado pelo BC para o mês: US$ 1,5 bilhão.

De janeiro a maio, o IDP chegou a US$ 20,595 bilhões, ante US$ 31,659 bilhões nos cinco meses de 2019. Nos 12 meses encerrados em maio de 2020, o IDP totalizou US$ 67,5 bilhões, correspondendo a 4,04% do PIB, em comparação a US$ 73,2 bilhões (4,27% do PIB) no mês anterior.

Os dados do BC mostram ainda saída líquida (descontada a entrada) de investimento em carteira no mercado doméstico de US$ 2,184 bilhões, contra US$ 285 milhões de saída líquida em igual período de 2019. No caso das ações e fundos de investimento, a saída totalizou US$ 1,639 bilhão. A saída líquida de títulos ficou em US$ 545 milhões.

De janeiro a maio deste ano, houve saídas líquidas de US$ 33,632 bilhões nesses tipos de investimento, contra a entrada líquida (entrada maior que a saída) de US$ 9,677 bilhões observados em igual período de 2019.

Neste mês, até o dia 19, houve entrada líquida US$ 1,234 bilhão de investimentos em carteira, sendo US$ 823 milhões, em ações e US$ 411 milhões, em títulos.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, não é possível afirmar se o resultado de junho indica uma mudança de tendência. Ele acrescentou que a situação da economia brasileira e mundial ainda é muito incerta. “Não temos condição de afirmar isso. Os fluxos de portfólio são muito voláteis”, disse.

Em 12 meses até maio, houve saída líquida de investimentos em carteira de US$ 50,9 bilhões, o maior valor da série histórica iniciada em 1995. Inicialmente essa saída foi influenciada pelas reduções na taxa básica de juros, a Selic, que torna o investimento estrangeiro em carteira menos atrativo.

Segundo Rocha, com a situação de incerteza gerada pela pandemia de covid-19 muitos investidores preferiram retirar investimentos. “Os investidores buscam se antecipar e se manter mais líquidos em suas moedas de origem principalmente em dólar”, disse. Ele destacou que, desse total, a maior saída ocorreu em março, no valor de US$ 22 bilhões.

Previsões

Para o mês de junho, a expectativa do BC é que o país continue a registrar saldo positivo nas contas externas. A estimativa para o resultado em transações correntes é de superávit de US$ 2 bilhões, enquanto a de IDP é de ingressos líquidos de US$ 3,5 bilhões. Neste mês até o dia 19, o ingresso de IDP chegou a US$ 2,271 bilhões.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

A Suprema Corte dos Estados Unidos impôs um grande revés às políticas imigratórias rigorosas do presidente Donald Trump, nesta quinta-feira (18), ao rejeitar a tentativa do governo de encerrar um programa que protege da deportação centenas de milhares de imigrantes que entraram no país ilegalmente na infância.

Por 5 votos a 4, os juízes mantiveram os vereditos de instâncias inferiores segundo os quais a decisão de 2017 de Trump de rescindir o programa Ação Adiada para a Chegada de Crianças (Daca), criado em 2012 por seu antecessor democrata Barack Obama, foi ilegal.

O juiz conservador John Roberts seguiu os quatro liberais do tribunal ao decidir que as ações do governo foram "arbitrárias e caprichosas" em vista de uma lei federal chamada Lei de Procedimento Administrativo.

O veredito significa que os cerca de 649 mil imigrantes, a maioria jovens adultos hispânicos nascidos no México e em outros países latino-americanos, atualmente registrados no Daca continuarão protegidos da deportação e poderão obter vistos de trabalho de dois anos renováveis.

O parecer não impede Trump de tentar acabar com o programa novamente, mas é improvável que seu governo encerre o Daca antes da eleição de 3 de novembro, na qual Trump busca um segundo mandato de quatro anos.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
 

A Venezuela prolongou até 13 de julho o estado de exceção em vigor no país desde março, o que permite ao governo decretar decisões drásticas para combater a pandemia da covid-19.

O prolongamento da quarentena, por 30 dias, foi publicado hoje (13) na Gazeta Oficial (equivalente ao Diário da República).

O texto do decreto presidencial justifica o prolongamento "dadas as circunstâncias de ordem social que põem gravemente em risco a saúde pública e a segurança dos cidadãos e das cidadãs da República Bolivariana da Venezuela", para que o Executivo "adote as medidas urgentes efetivas e necessárias de proteção e preservação da saúde da população".

O objetivo é "assegurar que a população desfrute plenamente dos seus direitos, preservar a ordem interna, o acesso oportuno a bens, serviços, alimentos e outros produtos essenciais para a vida".

"Persistem as circunstâncias excepcionais, extraordinárias e conjunturais que motivaram do estado de exceção de alarme", esclarece o decreto.

Contágio

Ao mesmo tempo, o governo pode "adotar medidas necessárias para conter e evitar o contágio". 

Na Venezuela, há oficialmente confirmados 2.879 casos e 23 mortes associadas ao novo coronavírus. Foram recuperados 487 pacientes.

A Venezuela está desde 13 de março em estado de alerta, o que permite ao executivo decretar "decisões drásticas" para combater a pandemia. Os voos nacionais e internacionais estão reduzidos no país.

Desde 16 de março que os venezuelanos estão em quarentena e impedidos de circular livremente entre os vários estados do país. A pandemia de covid-19 já provocou 423 mil mortos e infectou mais de 7,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

Em reunião de gabinete aberta à imprensa, o presidente americano Donald Trump se solidarizou com alastramento de covid-19 pelo Brasil e afirmou que a restrição total de voos vindos do Brasil para os Estados Unidos, em especial para a Flórida - destino preferido dos brasileiros - não está descartada. 

Questionado sobre a ascensão do Brasil no ranking de pessoas contaminadas, Trump afirmou que “sim, estamos considerando [a restrição de voos originários do Brasil]. Eles [os brasileiros] estão tendo problemas. Estamos preocupados com tudo. Não desejamos que pessoas venham aqui e infectem outras pessoas. Não quero pessoas doentes lá também. O Brasil está tendo problemas, sem dúvida”, afirmou o presidente.

Donald Trump afirmou ainda que há uma correlação entre o rápido aumento no número de casos nos Estados Unidos e a testagem massiva da população. “Se estivéssemos fazendo um milhão de testes, ao invés de 14 milhões que fizemos, teríamos um número muito menor. Eu acho que há um certo mérito nisso, temos um número alto porque é resultado do trabalho e eficiência dos vários profissionais envolvidos”, argumentou.

Sem lockdown

Trump citou ainda o caso da Suécia, que se tornou modelo de combate à covid-19 sem ter instituído o lockdown por medidas regulatórias obrigatórias, apenas com conscientização popular. “A Suécia teve uma abordagem diferente. Mas a Suécia também apresentou um número maior de mortes [do que vizinhos da Escandinávia]. Mas eles também lidaram bem com a doença. Há mortes das duas maneiras: com e sem lockdown”, completou. 

Hidroxicloroquina

Questionado sobre a eficácia médico-científica da hidroxicloroquina em pacientes infectados pelo novo coronavírus, o presidente dos Estados Unidos - que revelou publicamente que tem tomado o medicamento preventivamente há cerca de duas semanas - foi enfático: “os números são incríveis. Houve um estudo falso feito com pessoas muito doentes, pessoas que estavam prontas para morrer. Todos eram velhos e com problemas diversos, como diabetes e problemas cardíacos. Ótimos estudos vieram da Itália, França, Espanha e também daqui”, informou.

“É uma droga muito barata, custa quase centavos. Ela é aprovada há cerca de 70 anos, e aparentemente é bem segura, em especial para a linha de frente [no combate ao novo coronavírus]”.

Sobre o uso da substância em estágios iniciais da doença - diferentemente do protocolo brasileiro atual, que indica a combinação de hidroxicloroquina com azitromicina e zinco apenas para pacientes em estado grave -, Trump falou: “vocês deveriam olhar alguns dos estudos [sobre hidroxicloroquina no combate à covid-19 em estágios iniciais da doença]. Eles são incríveis. De qualquer maneira, a decisão [de tomar o medicamento] cabe às pessoas”, concluiu.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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