No confronto entre dois rivais desesperados para escaparem da Série B, o Vasco levou a melhor e derrotou o Botafogo por 3 a 0 no Estádio de São Januário. Talles Magno, Andrey e Yago Pikachu marcaram os gols da partida. Após somar quatro pontos nos dois primeiros jogos sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, o Cruzmaltino saiu da zona de rebaixamento, ultrapassando Bahia e Fortaleza e subindo para o 15º lugar, com 32 pontos. Já o Glorioso vê a recuperação cada vez mais difícil: tem apenas 23 pontos e está na penúltima posição na tabela.

O técnico do Botafogo, Eduardo Barroca, surpreendeu na escalação e apostou em uma formação com muitos atletas jovens. Conhecido pelo trabalho nas categorias de base do Alvinegro, Barroca buscou dar mais gás ao time, mas em campo a equipe mostrou timidez, oferecendo pouco perigo à meta defendida por Fernando Miguel. Dominando as ações, o Vasco chegou ao primeiro gol aos 21 minutos. Henrique cruzou da esquerda, os defensores Sousa e Victor Luis, do Botafogo, não subiram, mas o atacante Talles Magno, do Vasco, sim. Ele cabeceou no canto esquerdo de Diego Cavalieri para abrir o placar. Mesmo em desvantagem e em situação crítica na tabela, o Botafogo seguiu sem reagir. A primeira etapa terminou com o Vasco finalizando mais do que o dobro de vezes que o Botafogo: 11 contra quatro.

Depois do intervalo, Barroca colocou o experiente marfinense Salomon Kalou em campo. Aos poucos, o Alvinegro passou a levar algum perigo, como na bola que Henrique salvou em cima da linha, após chute justamente de Kalou. Mas o Vasco esfriou qualquer tentativa de reação quando ampliou o placar aos 31, com Andrey, que havia entrado em campo onze minutos antes. Ele recebeu de Cano e chutou com categoria para marcar. Com mais conforto no placar, o Cruzmaltino controlou o ritmo até o fim e conseguiu mais um gol. Yago Pikachu foi derrubado por Barrandeguy dentro da área. Ele próprio cobrou o pênalti e fechou o placar: 3 a 0. Foi o 100º gol de Pikachu na carreira.

Depois de empatar com o Atlético-GO fora de casa na estreia de Vanderlei Luxemburgo, o Vasco agora tem a perspectiva de seguir ganhando posições. No próximo sábado, dia 16, recebe o lanterna Coritiba, podendo abrir distância para a zona de rebaixamento. No momento, o Vasco tem a mesma quantidade de pontos que o Sport, 14º colocado e que o Fortaleza, 16º. O Bahia, primeiro integrante do Z-4, tem 29.

Já o Botafogo está cada vez mais próximo de cair. O time tem apenas uma vitória nos últimos 13 jogos e é também a equipe que menos venceu no campeonato: apenas quatro triunfos em 29 partidas. São nove pontos de distância para o Fortaleza, que é a primeira equipe fora da zona de rebaixamento. O próximo compromisso do Alvinegro é no domingo, dia 17, diante do Santos, na Vila Belmiro.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel do país, teve inflação de 3,28% em novembro deste ano. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o percentual é maior que o de outubro, de 3,23%.

Com o resultado, o IGP-M acumula inflação de 24,52% em 12 meses, índice seis vezes maior do que o acumulado em novembro de 2019.

O índice vem sendo puxado pelo preço das commodities agropecuárias, como o milho, trigo e bovinos.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve  inflação de 4,26%. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, ficou em 0,72%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção registrou variação de 1,29%.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

aplicativo e-Título poderá ser baixado somente até as 23h59 deste sábado (28), informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (25). A ferramenta digital dá acesso a uma série de serviços projetados pela Justiça Eleitoral para facilitar o voto. 

Neste domingo (29), 57 municípios escolhem, em segundo turno, os prefeitos. E somente poderá utilizar o e-Título quem já tiver se cadastrado na ferramenta até a véspera. O cadastramento só voltará a ficar disponível na segunda-feira (30).

No dia da votação, o e-Título pode servir como documento oficial de identificação para o eleitor que já tenha feito o cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral. A ferramenta permite também ao eleitor checar a localização da seção eleitoral, que pode ter mudado devido a remanejamentos provocados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

O e-Título também permite justificar ausência às urnas no dia da votação, caso se encontre fora de seu domicílio eleitoral. Nesses casos, o aplicativo se vale do georreferenciamento presente nos celulares. Com a medida, a Justiça Eleitoral quer dispensar o eleitor de realizar o procedimento presencialmente.

Falhas

No primeiro turno das eleições municipais, em 15 de novembro, o e-Título apresentou falhas. Muitos eleitores reclamaram por não conseguir justificar a ausência por meio do aplicativo.

Na ocasião, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, disse que a instabilidade se devia aos downloads e cadastros de última hora, que sobrecarregaram o sistema. 

Segundo dados da Justiça Eleitoral, até o primeiro turno o e-Título havia sido baixado cerca de 16 milhões de vezes. O Brasil tem cerca de 148 milhões de eleitores aptos a votar.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

Policiais civis fazem hoje (24) uma operação contra a milícia que atua em Gardênia Azul, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. O objetivo é combater ocupação irregular de terreno e construções ilegais na região.

Estão sendo cumpridos mandados em 22 endereços residenciais e comerciais de suspeitos de fazer as construções ilegais e lavar dinheiro.

Segundo investigações da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, o grupo criminoso usa "laranjas" como responsáveis pelas construções. Com os edifícios concluídos, as unidades são vendidas por R$ 150 mil, garantindo lucro estimado de R$ 3,6 milhões ao grupo.

As investigações identificaram ocupações irregulares em uma área de 10 mil metros quadrados (m²), das quais 7 mil m² eram em áreas florestadas.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

A prévia da inflação oficial do país teve alta de 0,81% em novembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é 0,13 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de outubro, de 0,94%.

De acordo com o IBGE, essa foi a maior variação para um mês de novembro desde 2015, quando o IPCA-15 ficou em 0,85%. No ano, o índice acumula elevação de 3,13% e nos últimos 12 meses, de 4,22%. No mesmo período imediatamente anterior estava em 3,52%. Em novembro de 2019, a taxa alcançou 0,14%.

Alimentos

O grupo alimentação e bebidas (2,16%) foi o que teve maior influência no índice no mês (0,44 p.p.) e acumula alta de 12,12% no ano.

Os destaques foram os preços dos alimentos para consumo em domicílio, que avançaram 2,69% influenciados pela alta de itens importantes no consumo das famílias, como as carnes (4,89%), o arroz (8,29%) e a batata-inglesa, que passou de -4,39% em outubro para 33,37% em novembro. Houve aumento também no tomate (19,89%) e no óleo de soja (14,85%). Entre as quedas, a principal foi a do leite longa vida (-3,81%).

A alimentação fora de casa também contribuiu para o IPCA-15 de novembro e passou de 0,54% em outubro para 0,87% em novembro, a alta do item lanche (1,92%) contribuiu para o resultado. Já a refeição variou (0,49%), menos que a alta de outubro (0,93%).

Transportes

Outro impacto forte (0,20 p.p) foi o do grupo de transportes (1%), influenciado pela elevação da gasolina (1,17%), item de maior peso do IPCA-15. Os preços de outros combustíveis também tiveram alta na passagem de outubro para novembro, como o etanol (4,02%), o óleo diesel (0,53%) e o gás veicular (0,55%). O item automóvel novo foi outra contribuição importante no grupo com a alta de 1,07%.

Em movimento contrário, o aumento nas passagens aéreas (3,46%) em novembro mostrou desaceleração frente a outubro (39,90%). As passagens dos ônibus interestaduais (-0,52%) e dos ônibus intermunicipais (-0,40%) foram destaques de quedas no grupo de Transportes.

As maiores contribuições em Artigos de residência (1,40%), partiram dos itens mobiliário (2,40%) e eletrodomésticos e equipamentos (2,23%). Já os preços os aparelhos de ar-condicionado tiveram alta de 11,23%.

Habitação

A variação positiva das taxas de água e esgoto (0,33%), que refletem os reajustes tarifários de 3,04% em Belo Horizonte (1,33%), em vigor desde 1º de novembro, e de 5,88% em uma das concessionárias de Porto Alegre (1,69%), desde 1º de outubro contribuíram para o resultado do grupo Habitação (0,34%).

O resultado do item energia elétrica (-0,04%) teve impacto de dois reajustes e uma redução tarifária. “Em Brasília (-0,01%), com redução de 0,63% a partir de 22 de outubro; Goiânia (0,79%), com reajuste de 2,57% a partir de 22 de outubro; e São Paulo (-0,39%), com reajuste de 3,87% em uma das concessionárias pesquisadas, vigente desde 23 de outubro”, informou o IBGE.

A prévia mostrou ainda que em São Paulo, apesar do reajuste tarifário, houve redução na alíquota de Pis/Cofins em uma das concessionárias pesquisadas. Isso fez o resultado ficar negativo.

Regiões

As altas se espalharam pelo país e todas as regiões pesquisadas apresentaram elevação. O menor resultado foi anotado na Região Metropolitana de Recife (0,31%), especialmente por causa da queda nos preços da gasolina (-1,37%). O maior foi em Goiânia (1,26%). Lá a alta de 3,25% na gasolina foi a principal responsável.

Coleta

Os preços para o cálculo do IPCA-15 foram coletados no período de 14 de outubro a 12 de novembro de 2020 (referência) e comparados com os vigentes de 12 de setembro a 13 de outubro de 2020 (base).

“O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica”, acrescentou o IBGE.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

Vinte e um dias após um incêndio em uma subestação energética de Macapá deixar 13 das 16 cidades do Amapá sem energia elétrica, a empresa privada concessionária do serviço público, Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), conseguiu colocar em funcionamento um segundo transformador, permitindo o restabelecimento do fornecimento de luz.

Com a restauração da carga de energia de que o sistema necessita para funcionar plenamente, a estatal amapaense responsável pela distribuição da energia elétrica, a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), anunciou o encerramento do rodízio imposto pelo incêndio na subestação pertencente a LMTE.

“A normalização do serviço ocorreu após a entrada em funcionamento do segundo transformador, esta madrugada”, informa a CEA, em nota. “Com isto, o fornecimento foi garantido em 100% para atender os 13 municípios que foram afetados com o acidente na subestação de Macapá, no dia 3 de novembro […] e o rodízio do fornecimento de energia foi oficialmente encerrado”, acrescenta a companhia.

Outro transformador da subestação Macapá já vinha operando desde a madrugada do dia 7. Além disso, no último sábado (21), duas usinas termelétricas (UTEs Santana II e Santa Rita), operadas pela estatal Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte), foram acionadas a fim de reforçar o suprimento energético para o estado.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o segundo transformador da subestação Macapá foi energizado por volta das 3h30 de hoje (24), possibilitando que o fornecimento de energia elétrica fosse restabelecido. “O sistema elétrico do Amapá conta, atualmente, com o suprimento a partir de dois transformadores na subestação (que conecta o estado ao Sistema Interligado Nacional), da geração da usina hidrelétrica Coaracy Nunes e da geração térmica local instalada nesta semana”, assinala a pasta, também em nota.

O transformador que começou a funcionar esta madrugada foi transportado do município de Laranjal do Jari, na região sul do Amapá, a bordo de uma balsa, e chegou à capital no fim da noite do último dia 17. Só o transporte pelo rio demorou cerca de 30 horas.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, outras medidas conjuntas já estão sendo adotadas pelas diversas organizações do setor para “aumentar a confiabilidade” do fornecimento de energia elétrica para a população. Além disso, as razões do incêndio do dia 3, bem como de um segundo blecaute, registrado no último dia 17, estão sendo apuradas.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
 

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, disse nesta terça-feira (24) que a situação ideal para a Olimpíada de 2020, adiada para o ano que vem, é ver os locais de competição repletos de torcedores, enquanto os organizadores lutam para planejar os Jogos em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Como as infecções de covid-19 estão em alta em muitos países, os organizadores olímpicos ainda não decidiram se permitirão a presença de torcedores no ano que vem - e nem quantos, em caso positivo.

Falando no Clube de Correspondentes Estrangeiros do Japão, Koike disse que os organizadores ainda têm esperança de ter torcedores nos locais de competição quando a Olimpíada começar, em julho.

"A situação ideal... seria todos os atletas de todos os países virem aqui em segurança e com paz de espírito e a Olimpíada poder, como em anos anteriores, ser realizada com a presença plena dos torcedores também", disse a governadora.

Os organizadores haviam dito que não tomarão uma decisão sobre a quantidade de torcedores antes da primavera local.

Embora o Japão tenha praticamente evitado os números altos de infecções de covid-19 vistos em outros países, na semana passada os casos diários de Tóquio atingiram recordes acima de 500.

Koike alertou que a capital japonesa está testemunhando um aumento de infecções entre moradores mais velhos, incluindo casos de pessoas que contraíram o vírus comendo fora e o transmitiram a parentes idosos em casa.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

Com tema Resiliência Financeira: como Atravessar a Crise?, o Banco Central (BC) deu início hoje (23) à 7ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana Enef). Mais de 6,3 mil ações estão previstas até o próximo domingo (29). A agenda completa está disponível no site semanaenef.gov.br.

Para o presidente do BC, Roberto Campos Neto, o acesso a conteúdos sobre educação financeira gera um aprendizado contínuo e é especialmente importante neste momento em que as famílias ainda sofrem os efeitos da pandemia de covid-19. “Mais do que nunca é importante falar do planejamento, da poupança e do uso consciente de seus recursos financeiros”, disse, durante a cerimônia virtual de abertura da semana.

Segundo ele, a educação financeira é importante não apenas para a boa organização das finanças pessoais e a tomada de decisão bem informada por parte do cidadão, mas também para a eficiência do Sistema Financeiro Nacional, “que se beneficia com o maior nível de conhecimento e preparo de clientes e usuários, abrindo portas para produtos e serviços mais sofisticados, e com a diminuição da inadimplência”.

O evento é uma iniciativa do Fórum Brasileiro de Educação Financeira criado em junho desse ano, em substituição ao Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), para promover ações sobre o tema no país, no âmbito da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef). A Enef foi instituída em 2010 visando à educação financeira e previdenciária dos brasileiros. Em junho, ela foi reformulada com a incorporação da educação securitária e fiscal e criação do fórum.

“Esperamos que esta semana de discussões contribua com soluções para nos auxiliar a superar este momento de crise. Mais do que isso, esperamos que as ações desta semana nos ajudem a conjugar as lições que a crise nos trouxe com conhecimentos que nos preparem para enfrentar outros desafios no futuro”, disse o diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Maurício Moura, que também é o presidente do fórum.

Parcerias

O fórum é composto por oito órgãos e entidades diretamente relacionados aos aspectos educacionais da Enef: Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Superintendência de Seguros Privados (Susep), Ministério da Educação, Secretaria Nacional do Consumidor do (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e secretarias do Tesouro Nacional e de Previdência do Ministério da Economia.

A presidência e a secretária executiva são rotativas, cada órgão assumindo as funções por dois anos. No primeiro biênio, elas são do BC e, em 2022, passarão para a CVM.

Moura destacou que a primeira Semana Enef foi realizada em 2014 e, em sua última edição, ano passado, atingiu números recordes, “graças ao trabalho e à dedicação dos nossos inúmeros parceiros”. Foram quase 15 mil iniciativas realizadas em formatos presencial, online ou de divulgação em mídias de massa, com alcance de mais de 910 mil pessoas, chegando potencialmente a 70 milhões de brasileiros com as campanhas na mídia.

“A razão de enfatizarmos tanto as parcerias é o reconhecimento de que o desafio da promoção da educação financeira, securitária, previdenciária e fiscal no Brasil é naturalmente complexo, afinal, somos um país extenso e rico em diversidades regionais. O envolvimento de toda a sociedade, governo e iniciativa privada, academia e associações de classe, é essencial para a efetiva promoção da Enef em nosso país”, disse o diretor.

Após a mesa de abertura, foi realizado o primeiro painel, Resiliência Financeira em Tempos de Crise, com participação do consultor em planejamento e inteligência financeira Eduardo Amuri; do professor e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getulio Vargas, Lauro Gonzalez; da administradora e orientadora financeira responsável pelo canal digital Nath Finanças, Nathália Rodrigues; e da doutora em psicologia econômica e ciências comportamentais, Vera Rita de Mello Ferreira.

Agenda BC#

Durante a abertura, o presidente do BC também destacou que a educação financeira é uma das dimensões da Agenda BC#. “Essa dimensão tem como objetivo promover a conscientização do cidadão para que todos participem do mercado e cultivem o hábito de poupar, esforço para o qual o BC ainda conta com a parceria de agentes de mercado e governamentais, cooperativas e agentes de microcrédito”, disse Campos Neto.

Entre as entregas realizadas pelo programa estão o Projeto Aprender Valor, que tem como objetivo levar educação financeira às escolas públicas de ensino fundamental, de modo transversal e de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O projeto encontra-se em sua etapa piloto no Ceará, Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, no Pará e Paraná. A partir de 2021, será expandido para os demais estados, com potencial para chegar a cerca de 21 milhões de estudantes.

Segundo Campos Neto, há também diversas ações de fomento de educação financeira junto ao Sistema Financeiro Nacional. Por exemplo, em novembro de 2019, o Banco Central assinou um Acordo de Cooperação Técnica com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para o desenvolvimento de projeto como uma plataforma de educação financeira que possibilitará aos brasileiros realizar um diagnóstico de sua saúde financeira e fornecerá trilhas de aprendizagem personalizadas.

A plataforma permitirá a criação de um programa de recompensas, uma espécie de programa de milhagens, como é feito pelas companhias aéreas, por parte das instituições financeiras participantes. Essas recompensas serão desenhadas por cada banco. O piloto da plataforma está previsto para ser entregue até janeiro de 2021 e a plataforma completa, homologada e disponibilizada para toda a população brasileira, até outubro de 2021.

Em dezembro de 2019 também foi realizado o 1º Mutirão de Renegociação de Dívidas e Orientação Financeira. O evento contou com a participação de nove grandes bancos e, de acordo com a Febraban foram realizadas 820 mil negociações, com volume total de R$ 4,5 bilhões e 506 mil acessos aos vídeos de educação financeira.

O BC ainda disponibilizou em seu site uma página especial sobre educação financeira em tempos de coronavírus, com dicas, informações e links relevantes para o cidadão reorganizar sua vida financeira nesse período.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 
 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (23) que o país deve perder cerca de 300 mil vagas formais de trabalho neste ano. Apesar da retomada de criação de novos postos de trabalho nos últimos meses, o ministro prevê que haja uma desaceleração na geração de empregos até o fim de 2020.

“Nós vamos possivelmente chegar ao final deste ano perdendo 300 mil empregos, que dizer, 20% do que perdemos nos anos de 2015 e 2016. No ano que enfrentamos a maior crise da nossa história, uma pandemia global, vamos perder entre um quinto e um terço dos empregos perdidos na recessão anterior”, disse Guedes durante o seminário virtual Visão do Saneamento – Brasil e Rio de Janeiro, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Segundo o ministro, houve uma perda média anual de cerca de 1,3 milhão de empregos nos anos de recessão de 2015 e 2016.

“O Brasil criou 500 mil empregos em julho, 250 mil em agosto e 313 mil em setembro. Está para sair a qualquer momento [os dados de] outubro. Eu nem acredito que vá continuar nesse ritmo tão acelerado. É natural que dê uma desacelerada”, disse.

De acordo com o ministro, todas as regiões brasileiras e setores econômicos estão criando empregos. “A economia voltou em V como esperávamos. O FMI [Fundo Monetário Internacional] previa uma queda de 9,5% do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro. Vai ser bem menos que a metade”, disse Guedes.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (23) que inicialmente o governo trabalhou para reduzir despesas e, nos próximos dois anos, seguirá com agenda de reformas e privatizações.

“Dedicamos esse primeiro ano, um ano e meio, para atacar as grandes despesas do governo, jogamos na defesa. Nos próximos dois anos, vamos para o ataque. Vamos para as privatizações, para a abertura, para simplificação, reforma tributária, a reindustrialização em cima de energia barata”, disse o ministro, ao participar do 3º Encontro O Brasil Quer Mais, evento virtual organizado pela International Chamber of Commerce Brazil (ICC).

Segundo Guedes, os três maiores gastos que o governo conseguiu controlar foram com a Previdência, juros da dívida pública e salários de servidores. O ministro explicou que os “privilégios” nas aposentadorias foram vencidos por meio da reforma da Previdência, houve redução dos juros da dívida pública e congelamento de salários de servidores. 

Além disso, ele citou a reforma administrativa enviada pelo governo ao Congresso Nacional. “O mais difícil foi o controle de gastos que está sendo implementado há algum tempo. Falta agora o movimento final: pacto federativo, desindexando, desvinculando, desobrigando despesas, travando essas despesas e entregando os orçamentos públicos à classe política”, afirmou.

O ministro da Economia disse, ainda, que na agenda da equipe econômica figuram a abertura da economia brasileira para o comércio internacional, por meio de acordos comerciais, e a aprovação de reformas.

Ele afirmou que espera avançar em reformas onde há consenso político para aprovação, após passar o período de eleições municipais.

“Acho que daqui até o fim do ano vamos aprovar uma pauta comum onde há acordo na Câmara, no Senado e no Poder Executivo”, disse. Segundo o ministro, “bons candidatos” para a aprovação são projetos como de Lei de Falências, o marco regulatório do gás natural e cabotagem, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, com medidas para controle de gastos, e a independência do Banco Central.

Segundo Guedes, a reforma tributária e as privatizações não avançaram, mas o governo levará essa agenda adiante. “Acho que estamos muito próximos da reforma tributária. A razão de não ter saído ainda é que a política é que dá o timing [momento certo]”, enfatizou.

Retomada da economia

Mais cedo, em outro evento virtual, Guedes reafirmou que a “economia brasileira está voltando com força”. Ele citou que a retomada surpreendeu organismos internacionais e economistas brasileiros. 

“São os fatos que nós temos. Existem muitas narrativas. Mas contra os fatos, as falsas narrativas se dissolvem. O fato hoje é que todas as regiões do Brasil estão criando empregos, todos os setores estão criando empregos. A economia brasileira voltou em V [rápida recuperação, após a queda] como nós esperávamos para surpresa de organizações internacionais”, disse, no seminário virtual Visão do Saneamento – Brasil e Rio de Janeiro, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Ele destacou que, no início da pandemia de covid-19, economistas chegaram a prever queda da economia brasileira em mais de 10% e recuperação lenta. “É importante recuperar essas narrativas falsas e colocarmos os fatos”, disse. Ele citou o crescimento do emprego, aumento das exportações de produtos agrícolas e agroindustriais, retomada da construção civil e expansão do crédito e do consumo.

Pandemia

O ministro reafirmou que as contaminações por covid-19 estão diminuindo, mas pode estar havendo um “repique”. “A doença desceu, é um fato. E agora parece que está havendo um repique, mas vamos observar. São ciclos”, disse.

Segundo o ministro, quando as contaminações pelo novo coronavírus diminuíram, “as pessoas saíram mais, interagiram mais, se descuidaram um pouco. “Pode ser que tenha voltado um pouco. Estamos entrando no verão, vamos observar um pouco em vez de já começar a decretar que a doença está aí [em uma segunda onda]”, finalizou.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

 

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