Rússia se opõe a cessar-fogo na Ucrânia na véspera da visita de chefe da ONU

russia-se-opoe-a-cessar-fogo-na-ucrania-na-vespera-da-visita-de-chefe-da-onu
Cidade de Irpin, nos arredores de Kiev, foi duramente atacada por militares russos

Cidade de Irpin, nos arredores de Kiev, foi duramente atacada por militares russos
Genya Savilov/AFP – 24.4.2022

A Rússia se opôs nesta segunda-feira (25) a aceitar um cessar-fogo na Ucrânia, apesar dos repetidos apelos para parar os combates feitos pelas Nações Unidas, cujo secretário-geral, António Guterres, visitará Moscou amanhã.

“Não achamos que um cessar-fogo seja uma boa opção no momento, porque a única vantagem que ofereceria é que as forças ucranianas podem se reagrupar e fazer mais provocações”, disse o vice-embaixador da Rússia na ONU, Dmitry Polyanskiy.

O diplomata destacou que a decisão não depende dele, mas disse não ver “nenhuma razão” para aceitar o cessar-fogo exigido pela ONU neste momento.

Na semana passada, Guterres pediu uma trégua de quatro dias para coincidir com a Páscoa ortodoxa com o objetivo de evacuar civis e entregar ajuda humanitária às cidades mais atingidas pela guerra, mas não recebeu resposta da Rússia.

Questionado sobre isso, Polyanskiy disse hoje que seu país optou por abrir “corredores humanitários” para facilitar a evacuação de civis e acusou as forças ucranianas de impedir sua utilização.

Sobre o encontro que Guterres e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, realizarão amanhã, o embaixador garantiu que o Kremlin simplesmente aceitou um pedido da ONU para realizar esse encontro.

A reunião de amanhã, em Moscou, será o primeiro contato entre o chefe das Nações Unidas e Putin desde o início da guerra, após o governo russo ter acusado o português de exagerar e tomar partido por criticar a invasão da Ucrânia.

Após encontro com Putin, Guterres planeja fazer o mesmo na quarta-feira (27), em Kiev, com o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski.

Em declarações a jornalistas hoje, o vice-embaixador russo voltou a assegurar que a Ucrânia está preparando “provocações” com armas de destruição em massa, algo que Polyanskiy já denunciou em inúmeras ocasiões desde o início do conflito.

 

Related Articles

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.