Troca na presidência da Petrobras: governo diz que é preciso aguardar análises sobre nome de Adriano Pires

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Economista foi indicado para substituir o general Silva e Luna no comando da estatal. Ministério das Minas e Energia afirma ser preciso aguardar trâmites legais e administrativos para ver se há algum impedimento e, se sim, se ele pode ser superado. Adriano Pires, indicado pelo governo Jair Bolsonaro para a presidência da Petrobras
Reprodução/Acervo TV Globo
O Ministério das Minas e Energia informou ao blog neste domingo (3) que é preciso aguardar os trâmites legais e administrativos para ver se há algum impedimento à indicação de Adriano Pires para a presidência da Petrobras.
Pires, que já trabalhou na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e é fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), foi indicado pelo governo Bolsonaro para substituir o general Silva e Luna no comando da estatal.
A indicação ocorreu em meio às críticas de Bolsonaro à companhia por conta do aumento no preço dos combustíveis – que impactam negativamente o projeto de reeleição – e precisa ser aprovada pela assembleia-geral dos acionistas da Petrobras, marcada para 13 de abril.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu uma investigação sobre indicação, para que seja verificado eventual conflito de interesses. O subprocurador-geral Lucas Furtado argumentou haver “fortes indícios da existência de possível conflito de interesses envolvendo o Sr. Adriano José Pires Gonçalves, tendo em vista sua atuação na iniciativa privada, a lançar dúvidas sobre a possibilidade ética e legal de vir a assumir a presidência da Petrobras”.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, Pires, desde a semana passada, está “os trâmites legais e administrativos exigidos” para a votação de 13 de abril, e que “temos que aguardar todas essas análises e, se tiver algum óbice, se pode ser superado.”
Presidente do Flamengo recusou comando do Conselho de Administração
Além da troca na presidência, a reunião de 13 de abril deverá votar a troca no comando do Conselho de Administração da Petrobras, o órgão máximo da companhia.
No início de março, o governo Bolsonaro indicou para o posto o nome de Rodolfo Landim – presidente do Flamengo, próximo de Bolsonaro, e que fez carreira no setor do petróleo – para substituir o almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, que disse à agência Reuters querer deixar o posto para poder passar mais tempo com a família.
Na madrugada deste domingo (3), entretanto, Landim comunicou o governo que desistia da indicação, argumentando que precisava dedicar todo seu tempo ao Flamengo.
O Ministério de Minas e Energia disse que ainda avalia “com a responsabilidade que a situação requer, um outro nome para à Presidência do Conselho”.

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