Argentina anuncia novo confinamento para conter escalada da Covid-19

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País vive momento mais grave da pandemia, com quase 500 mortes diárias pelo coronavírus. Medidas mais duras vão durar somente nove dias. Alberto Fernández no dia 14 de abril de 2021
Esteban Collazo/AFP
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou nesta quinta-feira (20) novas restrições para tentar conter o que o governo considera a pior fase da pandemia do coronavírus no país (leia mais no fim da reportagem).
As medidas mais rígidas durarão nove dias — começam neste sábado (22) e vão até 30 de maio. Entre elas, estão:
Circulação de pessoas fica restrita: as pessoas só podem sair de casa entre as 6h e as 18h e apenas nas proximidades do local onde vivem e por razões de necessidade.
Suspensão de atividades econômicas, recreativas e ecológicas.
Todo tipo de aglomeração fica proibido.
Comércios essenciais abrem; entrega em casa também fica permitida.
Segundo o governo, as medidas de restrição nas circulações serão impostas em locais onde o alerta epidemiológico esteja em vigor. Na prática, isso significa toda a região de Buenos Aires e mais de 100 distritos em todas as províncias, com exceção de La Rioja, informa o site Infobae.
Além disso, essas medidas deverão ser reimpostas no fim de semana seguinte, entre 5 e 6 de junho, nas regiões onde o contágio estiver mais crítico.
Pior fase da pandemia na Argentina
Monitoramento da Universidade Johns Hopkins mostra que a Argentina tem uma média móvel de quase 28 mil novos casos de coronavírus por dia — aumento considerável em relação aos 20 mil registros diários há duas semanas.
Além disso, por dia, morrem em média 494 pessoas por Covid-19. Ao todo, a doença matou mais de 72 mil pessoas no país.
Há uma preocupação adicional após a variante indiana do coronavírus ser detectada na Argentina. Embora os pesquisadores ainda estudem qual o impacto dessa cepa na transmissão e na letalidade, governos temem que as mutações estejam por trás da explosão de casos e mortes na Índia nas últimas semanas.
VEJA TAMBÉM: Como a variante indiana chegou ao Brasil
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