Câmara aprova projeto que dá nome de Mozart Vianna ao gabinete da Secretaria-Geral da Mesa

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Luis Macedo – Câmara dos Deputados
Parlamentares e servidores homenageiam o secretário-geral da Mesa, Mozart Vianna
Mozart Vianna foi secretário-geral da Mesa por cerca 22 anos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (8) o Projeto de Resolução 46/21, da Mesa Diretora, que dá ao gabinete da Secretaria-Geral da Mesa o nome do ex-secretário-geral Mozart Vianna de Paiva, falecido nesta segunda-feira (7). O projeto foi promulgado em seguida como Resolução 22/21.

“Suas orientações seguras facilitaram muito o desempenho do cargo de presidente da Câmara dos Deputados e moldaram a forma de proceder de toda a Casa. Mesmo depois de se aposentar, Mozart seguiu contribuindo e se tornou uma referência para todos que se dedicam ao estudo do processo legislativo”, afirma a justificativa assinada pelos membros da Mesa Diretora.

No exercício dos trabalhos, o 1º suplente da Mesa, deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) lembrou que quando muito jovem assistia à TV Câmara e admirava a atuação de Mozart Vianna. “Tenho orgulho de transmitir a todos o carinho e admiração que todos os servidores do setor tinham por ele”, afirmou.

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), ex-presidente da Casa, disse que Mozart “atingiu uma unanimidade entre os presidentes, colegas e servidores da Câmara devido a sua capacidade e generosidade”. Para ele, “esta homenagem eterniza o seu nome e é justo elogiar essa iniciativa da Mesa.”

Duas décadas
Mozart Vianna de Paiva ocupou o cargo de secretário-geral da Mesa Diretora por cerca de 22 anos (1991 até 2011 e 2013 a 2015). Ele tinha 70 anos e era mineiro, natural de Corinto. Começou a trabalhar na Câmara em 1975, onde ingressou por concurso público para o cargo de datilógrafo.

Ex-seminarista e formado em Letras pela Universidade de Brasília (UnB), mais tarde a sua intimidade com o idioma seria reconhecida. Mozart foi convidado para assumir o cargo de secretário da Comissão de Redação da Câmara, responsável pelo texto final das propostas aprovadas pela Casa. Atualmente, esse colegiado se chama Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Durante a Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988), Mozart Vianna foi supervisor do Grupo de Apoio da Secretaria-Geral da Mesa (SGM), coordenando uma equipe de 150 funcionários, dividida em vários grupos de trabalho, que atuou em todas as fases, da preparação do Regimento Interno até a redação final do projeto de Constituição.

Em 1991, Mozart assumiu a Secretaria-Geral da Mesa, a convite do então presidente, Ibsen Pinheiro.

Mozart deixa a mulher, Áurea, e quatro filhos: Marcelo, Diego, Thiago e Danielle. A família não informou a causa da morte

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