Dois militares são julgados por explosões que deixaram mais de 100 mortos na Guiné Equatorial

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Oficial e soldado são acusados de homicídios culposos e podem ser condenados a 70 anos de prisão. 107 pessoas morreram na tragédia. Explosões em acampamento militar na Guiné Equatorial deixaram mortos e feridos, em março de 2021
TVGE/AFP
Um oficial e um soldado estão sendo julgados por homicídios culposos na Guiné Equatorial por explosões em um acampamento militar, que deixaram 107 mortos e 615 feridos em março, na capital econômica, Bata.
Em 7 de março, pelo menos três explosões devastaram prédios na base de Nkoa-NToma, que abrigavam as forças especiais, guardas e suas famílias, e destruíram casas nos bairros vizinhos. Uma queimada descontrolada de agricultores da região explodiu o arsenal de instalações militares.
O tenente-coronel Valentín Nzang Ega, chefe do acampamento, e o cabo José Antonio Obama Nsue, compareceram a um tribunal militar por “homicídios, danos, incêndio, negligência, imprudência punível que causou mortes”. A acusação foi lida na noite deste sábado (12), na rádio e televisão estatais, pelo promotor militar Alejandro Mitogo.
“Solicitamos uma pena de 70 anos de prisão contra o réu José Antonio Obama Nsue e 30 anos contra o tenente-coronel Valentin Nzang Ega”, disse o magistrado.
O presidente Teodoro Obiang Nguema, que dirige o país centro-africano há quase 42 anos, anunciou poucos dias depois da tragédia a abertura de uma investigação e acusou os responsáveis do acampamento de “negligência”.

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