
Em visita à capital russa, líder cubano se disse solidário ao governo russo após sanções aplicadas pelo Ocidente por conta da guerra na Ucrânia. Putin falou em reconstruir laços ‘contra hegemonia dos Estados Unidos’. Os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Rússia, Vladimir Putin, diante de estátua de Fidel Castro inaugurada em Moscou, em 22 de novembro de 2022.
Sputnik/Sergey Guneev/Kremlin via Reuters
Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, inauguraram nesta terça-feira (22) uma estátua de Fidel Castro em Moscou.
No ato, ambos os líderes prometeram aprofundar os laços entre os dois países – aliados durante a Guerra Fria – para fazer frente às sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra Moscou e Havana.
Fidel Castro, que assumiu o poder em 1959, não é homenageado com estátuas em sua terra natal porque queria evitar culto à personalidade, segundo afirmou seu irmão, Raul Castro. Putin, no entanto, disse que ordenou a construção do monumento porque queria “evocar a memória” do ex-líder cubano.
No ato, o presidente russo disse a Dáaz-Canel que os dois países precisam construir novos laços “sobre a base sólida de amizade” estabelecida entre Castro e os líderes soviéticos.
“É uma verdadeira obra de arte – dinâmica, em movimento, avançando. Cria a imagem de um lutador”, disse Putin sobre a estátua, que retrata Castro olhando para longe com as mãos nos quadris.
Díaz-Canel declarou no ato achar que a imagem “reflete a personalidade de Fidel na luta, como nos encontramos hoje na luta”.
Díaz-Canel, presidente de Cuba, e Fidel Castro, líder russo, se cumprimentam em Moscou, em 22 de novembro de 2022.
Sputnik/Sergey Guneev/Kremlin via Reuters
Afetada por uma série de sanções aplicadas por países ocidentais por conta da guerra na Ucrânia, a Rússia vem buscando fortalecer laços políticos e econômicos com outros países que se opõem ao que o Kremlin chama de hegemonia dos Estados Unidos.
Cuba está sob embargo econômico dos Estados Unidos desde 1962, após a revolução comunista liderada por Castro.
Em um evento no mesmo dia no Parlamento da Rússia, Díaz-Canel se disse solidário à situação do país.
“As razões do atual conflito nesta zona devem ser buscadas na política agressiva dos Estados Unidos e na expansão da Otan para as fronteiras da Rússia”, afirmou o cubano.
Sob Castro, Cuba era uma aliada próxima de Moscou e se viu no centro de uma das mais graves crises da Guerra Fria quando, em 1962, os Estados Unidos detectaram a construção de bases de lançamento soviéticas na ilha caribenha para o lançamento de mísseis balísticos capazes de de atingir as cidades norte-americanas.
O impasse resultante, conhecido como Crise dos Mísseis de Cuba, levou os Estados Unidos e a União Soviética à beira de uma guerra nuclear.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse no mês passado que o mundo estava mais perto do “Armagedom” do que em qualquer outro momento desde aquela data, já que o conflito na Ucrânia levantou temores de um confronto mais amplo entre a Rússia e a Otan. Os políticos russos também evocaram a crise cubana como um alerta do passado.
Questionado sobre possíveis paralelos, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse: “As crises são diferentes, embora antes e agora estejamos falando sobre um choque entre nós e o Ocidente coletivo liderado pelos Estados Unidos”.
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