Tomate sobe quase 25% e alimentos pesam no bolso na Grande Salvador

Tomate sobe quase 25% e alimentos pesam no bolso na Grande Salvador

Foto: Reginaldo Ipê

Por Rayllanna Cardoso

Encher a sacola na feira ficou mais caro na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O tomate subiu 24,87% na prévia da inflação de outubro, acompanhado pela batata-inglesa, com aumento de 14,36%, e pela cebola, de 11,60%. As altas ajudam a explicar por que o orçamento continua pressionado mesmo com a desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que passou de 0,50% em setembro para 0,34% neste mês.

Divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado mostra que os preços continuaram subindo, embora em ritmo menor. Na Grande Salvador, a taxa ficou ligeiramente acima da média nacional, de 0,32%. O levantamento considera os preços coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro.A alimentação foi a principal responsável pela pressão sobre o indicador regional. O grupo alimentação e bebidas avançou 0,55%, com influência sobretudo dos produtos comprados para preparar as refeições em casa, que ficaram 0,74% mais caros.

“O grupo alimentação e bebidas registrou o terceiro maior aumento, mas, por ter o maior peso no consumo das famílias na RM Salvador, exerceu a principal pressão inflacionária”, informou o IBGE.Entre os alimentos, o aumento não ficou restrito aos ingredientes da salada. O conjunto de tubérculos, raízes e legumes teve alta de 9,45%. O arroz também encareceu, com avanço de 5,49%, enquanto as carnes subiram 1,19%. São despesas que se somam na hora de organizar o cardápio e distribuir o dinheiro das compras.

Houve, porém, produtos que seguiram na direção contrária. As frutas ficaram, em média, 4,83% mais baratas. A manga apresentou queda de 16,36%, e a banana-prata, de 5,30%, oferecendo um contraponto às altas de outros alimentos.“Houve queda relevante nos preços das frutas (-4,83%), como a manga (-16,36%) e a banana-prata (-5,30%), que ajudaram a segurar o IPCA-15 dos alimentos na RMS”, destacou o instituto.

Combustíveis também pressionam

Além da comida, os gastos com deslocamento contribuíram para o avanço da prévia da inflação. Após dois meses consecutivos de queda, o grupo transportes voltou a subir na Grande Salvador, com variação de 0,37%, e exerceu a segunda maior pressão sobre o resultado de outubro.Os combustíveis ficaram 1,93% mais caros. O óleo diesel teve aumento de 7,19%, enquanto a gasolina subiu 1,27%. Apesar da variação percentual menor, a gasolina foi o item que, individualmente, mais contribuiu para elevar o índice regional.

O resultado evidencia que o impacto de um produto na inflação depende tanto da mudança de preço quanto de sua participação nas despesas das famílias. Assim, uma alta mais moderada em um gasto de maior peso pode influenciar o indicador mais do que um aumento percentual elevado em outro item.Na direção oposta, as passagens aéreas recuaram 9,83%. Segundo o IBGE, foram o item que mais ajudou a conter a prévia da inflação na RMS em outubro.

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