
Um novo surto da doença seria devastador para país, onde a atividade econômica parou no mês passado devido a um bloqueio de gangues. Mulheres carregam baldes cheios de água em meio à escassez após protestos em Porto Príncipe, no Haiti, em 17 de setembro de 2022
REUTERS/Ralph Tedy Erol
Autoridades do Haiti confirmaram que cerca de oito pessoas morreram de cólera no país. A declaração foi feita pelo diretor-geral do Ministério da Saúde, Laure Adrien, em uma coletiva de imprensa neste domingo (2), acrescentando que as autoridades ainda estão tentando confirmar o número exato.
Um novo surto de cólera seria devastador para o Haiti, onde a atividade econômica parou no mês passado devido a um bloqueio de gangues que impediu a distribuição de combustível, levando a uma situação de escassez que fechou negócios e muitos hospitais.
O Ministério da Saúde do Haiti disse em comunicado que um caso foi confirmado na área de Porto Príncipe e que havia casos suspeitos na cidade de Cite Soleil, fora da capital.
O ministério pediu aos cidadãos que tomem medidas sanitárias, como lavar as mãos e consumir água potável para evitar a infecção.
A doença matou cerca de 10.000 pessoas em um surto de 2010 que foi atribuído a uma força de paz das Nações Unidas.
Tropas do Nepal, onde a cólera é endêmica, estavam no Haiti como parte de uma força de paz da ONU estabelecida em 2004 após a derrubada do presidente Jean-Bertrand Aristide. O tamanho da missão foi aumentado após o terremoto de 2010 no Haiti.
As Nações Unidas em 2016 pediram desculpas pelo surto, sem assumir a responsabilidade.
Um painel independente nomeado pelo então secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, divulgou um relatório de 2011 que não determina de forma conclusiva como a cólera foi introduzida no Haiti.
Os membros do painel em 2013 publicaram independentemente um artigo que concluiu que o pessoal associado à missão de paz da ONU era “a fonte mais provável”.
A Organização Pan-Americana da Saúde em 2020 disse que o Haiti passou um ano sem casos confirmados de cólera.
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