
Presidente americano opta pela discrição, evita contatos políticos e foca na família real, enquanto brasileiro ignora luto no país e faz ato de campanha para simpatizantes. Joe Biden chega em Londres para funeral de Elizabeth II
REUTERS/Kevin Lamarque
É de se esperar que um líder de governo que se desloque a Londres para homenagear Elizabeth II comporte-se como um estadista: respeite o legado de sete décadas da monarca no comando da realeza britânica, assim como o ambiente de luto no país, que levou milhares de súditos a peregrinar no mínimo oito horas até o caixão onde está o corpo da rainha.
O presidente dos EUA, Joe Biden, por exemplo, aterrissou na capital britânica na calada da noite e foi comedido. Focou na família real e evitou temas políticos até mesmo com a nova premiê do Reino Unido, Liz Truss, no primeiro encontro dos dois, depois que ela foi eleita líder do Partido Conservador.
Biden achou por bem postergar reuniões bilaterais com outros chefes de governo de Londres para a Assembleia Geral da ONU, que começa nesta terça-feira (20) em Nova York. Como explicou o porta-voz da Casa Branca, John Kirby, antes do embarque, a principal razão para o presidente americano ir a Londres seria a de prestar respeito à rainha, à família real e ao povo da Grã-Bretanha. Nenhum encontro político foi agendado.
O presidente Jair Bolsonaro falou com apoiadores que o esperavam na porta da embaixada do Brasil em Londres
Reprodução
Inversamente proporcional à discrição de Biden, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, transformou a chegada em Londres num ato de campanha. Ele desembarcou neste domingo de manhã na casa do embaixador brasileiro, Fred Arruda, onde, cercado de uma ruidosa manifestação de simpatizantes, optou por fazer um comício político.
Da sacada, Bolsonaro propagou a vitória certa no primeiro turno, enalteceu o agronegócio e vociferou contra a legalização do aborto, das drogas e a ideologia de gênero. “Nosso slogan é Deus, pátria, família e liberdade”, conclamou o presidente aos partidários em seu palanque londrino.
Só depois do comício, ele partiu os compromissos oficiais – visita ao velório da monarca, onde assinou o livro de condolências, e, mais tarde, ao Palácio de Buckingham, para a recepção que o rei Charles III ofereceria a centenas de líderes de governo e representantes de monarquias que vieram a Londres. Por enquanto, o presidente brasileiro se destaca como a única autoridade a usar o funeral da rainha para fins eleitorais.
O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, durante assinatura do livro de condolências da rainha Elizabeth II em Londres, em 17 de setembro de 2022.
Escritório de Assuntos Exteriores do Reino Unido
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