Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
O presidente Lula anunciou, durante evento em Salvador, sua intenção de anular o leilão de gás de cozinha realizado pela Petrobras nesta semana, que registrou ágio de até 118% em relação ao preço de tabela praticado pela estatal.
Segundo dados apresentados, a estatal mantém o preço do botijão de 13 kg em R$ 34,70 desde julho de 2024 para as cotas regulares das distribuidoras. No entanto, no leilão realizado na terça-feira (3), os valores dispararam em diferentes unidades de distribuição da empresa.
Em Duque de Caxias, foram comercializadas 13 mil toneladas de gás de cozinha a R$ 72,00, representando um ágio de 118%. Em Ipojuca, Pernambuco, o volume negociado foi de 9 mil toneladas a R$ 60,65, com ágio de 82%.
Outras localidades também registraram valores expressivamente acima da tabela: São José dos Campos com 67%, Belém com 62% e Betim com 48%.
Razões para os leilões
A Petrobras realiza estes leilões por diferentes motivos estratégicos. Entre eles, está a gestão da oferta e demanda, especialmente voltada para clientes industriais, embora o gás também possa ser envasado para consumidores finais.
Além disso, a estatal utiliza esse mecanismo em momentos de preços internacionais elevados para ajustar e aumentar sua margem de lucro sem anunciar reajustes na tabela de preços, o que seria impopular.
Os leilões também servem como instrumento de controle logístico e medição da demanda entre os diferentes polos de distribuição no Brasil. Apesar da declaração do presidente Lula sobre cancelar a operação, a agência Reuters publicou reportagem indicando que, segundo fontes, a estatal pretende entregar o gás vendido no leilão.
Fonte: CNN Brasil



