Foto: Reuters
O narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, foi morto em uma operação militar neste domingo (22).
Ex-policial, ele comandava há anos um dos cartéis mais influentes do México, o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), e era considerado uma das figuras mais violentas do crime organizado no país.
Sob o comando de El Mencho, a organização se expandiu rapidamente na última década, dedicando-se à produção e venda de drogas e à extorsão de empresas locais.
O grupo também ganhou notoriedade por ataques ousados contra as forças de segurança e por espalhar medo em comunidades de diversas regiões do país.
Em poucos anos, o cartel ampliou sua atuação em outros países e tornou-se rival do Cartel de Sinaloa, liderado por Joaquín “El Chapo” Guzmán, que cumpre pena nos Estados Unidos.
Após a confirmação da morte de El Mencho, foram registrados incêndios de veículos e bloqueios de estradas em Jalisco, no oeste do México, segundo o governador Pablo Lemus Navarro.
O governador afirmou que uma operação na cidade de Tepalpa provocou confrontos na região e em outras áreas de Jalisco. Segundo ele, grupos não identificados incendiaram veículos e os posicionaram nas vias, dificultando a ação das autoridades.
O governo dos EUA comemorou a morte do narcotraficante. Christopher Landau, subsecretário de Estado, classificou a morte do narcotraficante mexicano como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”.
“Estou acompanhando as cenas de violência no México com grande tristeza e preocupação”, afirmou Landau em uma publicação no X.
A Embaixada do México em Washington também se manifestou. Em publicação nas redes sociais, o consulado afirmou que os EUA forneceram informações para a operação militar que resultou na morte de El Mencho.
“Além dos esforços centrais de inteligência militar, informações complementares foram fornecidas pelas autoridades dos EUA no âmbito da coordenação e cooperação bilateral com os Estados Unidos”, escreveu a embaixada.



