
O g1 acompanhou o jogo entre Brasil e Sérvia em um batalhão de Belo Horizonte. ‘Já não crio tanta expectativa porque sei que a gente vai atender ocorrência’, disse militar. Bombeiros de BH se reúnem para assisti ao jogo entre Brasil e Sérvia
Rafaela Mansur/g1
Quando a seleção brasileira entrou em campo contra a Sérvia, no Catar, às 16h no horário de Brasília, apenas dois militares do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, no bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, estavam diante da TV, instalada no refeitório da unidade, para assistir à partida.
Copa do Mundo: camisa amarela toma conta das ruas de BH na estreia da seleção brasileira no Catar; FOTOS
Periferias de BH se ‘vestem’ de verde e amarelo para torcer na estreia do Brasil; FOTOS
Parte da equipe estava trabalhando, atendendo uma pessoa que tinha caído na rua, no bairro Buritis, na Região Oeste da capital. Outra parte chegou poucos minutos antes do início do jogo, depois de atender a chamados de menor complexidade. Havia, ainda, militares responsáveis pela segurança interna do batalhão.
Ao longo do primeiro tempo, a sala foi ficando mais cheia. Olhos na tela, ouvidos atentos: são avisos sonoros que indicam a chegada de novas ocorrências e que tem gente precisando dos bombeiros na rua.
Em dias de jogos do Brasil, com a cidade movimentada e o alto consumo de bebida alcoólica, a expectativa é que os chamados aumentem após o apito final.
Soldado Larissa Andreata é apaixonada por futebol
Rafaela Mansur/g1
Aos 35 minutos do primeiro tempo, pouco depois de o atacante Raphinha perder uma chance de gol em campo, a soldado Larissa Andreata, que atendia a ocorrência no Buritis, chegou ao batalhão. Apaixonada por futebol, ela chegou a jogar bola até os 17 anos. Esta é a primeira copa dela como militar.
“Fica aquele apertinho no coração, para falar a verdade, porque eu sou maluca por futebol. Vibro nos jogos. Coloco verde e amarelo no corpo inteiro. A bandeira está no bolso. Nas outras copas, eu ia para a rua. Todo jogo do Brasil eu ficava sem voz. Hoje já acordei ansiosa”, contou.
O plantão da equipe vai até as 8h de sexta-feira, e a soldado torce para que seja tranquilo, assim como a trajetória da seleção brasileira na competição.
“O hexa vai vir, eu tenho certeza”, falou.
Sargento Mariana Lídia já está acostumada a perder jogos da copa
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Para a sargento Mariana Lídia, há 12 anos no Corpo de Bombeiros, que também atendeu a ocorrência no Buritis, poder assistir a um pedacinho do jogo já é lucro.
“Como já trabalhei em Réveillon, Natal, Copa, você já sabe que não vai assistir. Já não crio tanta expectativa porque sei que a gente vai atender ocorrência”, afirmou.
Se o Brasil vai ganhar o hexa, ainda não dá para saber. Mas uma coisa é certa: a equipe do 1º Batalhão, escalada para esta partida de estreia, vai ter que trabalhar na final da Copa.
“Vai ser a maior concorrência para tirar o banco de horas”, brincou a sargento Mariana Lídia.
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