O governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem até o final de 2025 para se tornar “imbatível” no processo eleitoral do próximo ano. Essa é avaliação de adversários — e até mesmo de aliados —, que identificam uma política de muitas promessas e pouca efetividade por parte do chefe do Executivo baiano. Desde que assumiu o governo, Jerônimo tenta criar uma “marca” e, até aqui, abraços e afagos têm sido o que destacam como comportamento dele.
Como há restrições diversas para ações em anos eleitorais, o prazo para que o governador “construa” uma identidade que fuja dos antecessores é mais curto — dado a demora para fazer que apresentou. Conforme informações que circulam nos bastidores, muitos prefeitos saem extremamente satisfeitos das conversas com Jerônimo e seu entorno, porém confessam preocupação com as promessas, especialmente de investimentos e convênios vultosos. Por isso o encurtamento do tempo para ele chegar como “imbatível” ou como “azarão”.
Em 2022, quando foi eleito, Jerônimo contou com o efeito Luiz Inácio Lula da Silva como “grande eleitor” e com uma espécie de “ajuda extra” do então governador Rui Costa. Após segurar as contas estaduais por mais de 7 anos, Rui acelerou a liberação de investimentos em municípios, com convênios firmados para pagamentos após o período eleitoral. Não houve nada de ilegal, frise-se. Porém, tal decisão foi crucial para atrair prefeitos e lideranças de cidades menores, decisivos para o resultado das urnas.
Com a hipótese de Lula não chegar a 2026 com o mesmo fôlego de quatro anos antes e sem o cofre com a mesma robustez que Rui manteve até abrir as torneiras, Jerônimo vai precisar cumprir ao menos parte das promessas assumidas para se manter favorito na disputa. Caso consiga, no mínimo, honrar com o início desses investimentos e convênios, não haverá adversário capaz de ser competitivo para quem controlar a máquina estadual em pleno ano eleitoral.



