Bahia troca superávit de R$ 8,5 bi por déficit de R$ 7,3 bi 

Bahia troca superávit de R$ 8,5 bi por déficit de R$ 7,3 bi 

Foto: Reprodução

Por Mateus Soares

A Bahia acumulou déficit primário de R$ 7,3 bilhões entre 2023 e 2025, período que corresponde aos três primeiros anos do governo de Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição nas eleições deste ano. Os números, divulgados ontem (14) pelo jornal Folha de São Paulo, apontam uma mudança no cenário fiscal do Estado em comparação com o período anterior.

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Em 2022, último ano da gestão do então governador Rui Costa (PT), que deixou a Casa Civil do governo Lula para disputar uma vaga no Senado Federal, as contas estaduais fecharam com superávit primário de R$ 8,5 bilhões. A partir de 2023, entretanto, o resultado passou a apresentar trajetória diferente. Somados os três primeiros exercícios da atual administração, o saldo ficou negativo em R$ 7,3 bilhões.

Somente em 2025, segundo os dados apresentados pela Folha, o déficit primário da Bahia chegou a R$ 3,3 bilhões.

A situação das contas estaduais também foi abordada pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) na análise referente a 2025. Entre os pontos observados estão os resultados deficitários, a redução das reservas financeiras e o crescimento dos compromissos assumidos pelo Estado.

Outro dado que mostra a mudança no cenário é o saldo de recursos livres do Executivo. Em 2022, o montante disponível era de R$ 6,6 bilhões. No ano seguinte, caiu para R$ 3 bilhões e, em 2025, chegou a R$ 900 milhões.

Paralelamente à redução das disponibilidades financeiras, o governo estadual ampliou os investimentos. Em valores corrigidos, o volume passou de R$ 23,4 bilhões entre 2019 e 2022 para R$ 29,1 bilhões no período de 2023 a 2026.
A ampliação dos investimentos é um dos argumentos apresentados pelo governo para explicar o comportamento das contas. A Secretaria da Fazenda sustenta que a Bahia mantém uma situação fiscal sólida, com baixo nível de endividamento e capacidade de pagamento. Segundo a gestão estadual, a diminuição do saldo disponível também está relacionada ao uso dos recursos para financiar investimentos.

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Nos últimos anos, o governador Jerônimo Rodrigues também encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) uma série de pedidos de autorização para contratação de operações de crédito. Os empréstimos permitem ampliar os recursos disponíveis para obras e outras ações, ao mesmo tempo em que representam novos compromissos financeiros para os exercícios seguintes.

Os dados revelam, assim, uma mudança entre o cenário encontrado no início da atual gestão e a situação registrada três anos depois. A Bahia passou de um superávit primário de R$ 8,5 bilhões em 2022 para um déficit acumulado de R$ 7,3 bilhões entre 2023 e 2025, enquanto o saldo livre do Executivo recuou de R$ 6,6 bilhões para R$ 900 milhões.

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