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Policial da Coreia do Sul investigado por omissão em festa com 156 mortes é encontrado morto

Policial da Coreia do Sul investigado por omissão em festa com 156 mortes é encontrado morto


Oficial enfrentava acusações de haver deletado relatórios de inteligência que alertavam sobre o acidente momentos após o caso acontecer. Polícia foi criticada por demora em socorrer as vítimas – a maioria morreu por parada cardíaca após uma multidão ficar presa em um beco durante uma festa de rua em Seul. Tragédia na Coreia do Sul: imagens mostram vítimas de incidente em festa de Halloween
Um oficial da polícia sul-coreana que era investigado por omissão no caso em que 156 pessoas morreram durante uma aglomeração em uma festa de Halloween foi encontrado morto em sua casa em Seul nesta sexta-feira (11), afirmou a agência de notícias do país Yonhap.
As mortes aconteceram durante uma celebração de rua no bairro de Itaewon com mais de cem mil pessoas na noite de 29 de outubro. Pessoas que estavam na festa, em sua grande maioria jovens entre 20 e 30 anos, lotaram alguns becos estreitos do bairro, conhecido pela vida noturna, e centenas delas acabaram ficaram esmagadas.
A maioria dos 156 participantes da festa que morreu sofreu parada cardíaca. Outras pessoas 198 ficaram feridas.
O policial encontrado morto em sua casa, identificado apenas por seu sobrenome, Jeong, enfrentava acusações de haver deletado relatórios de inteligência que alertavam sobre o acidente – há registros de chamadas de moradores locais à polícia avisando sobre o alto número de pessoas no bairro e o risco de um acidente.
A imprensa da Coreia do Sul havia divulgado transcrições de chamadas de emergência nas quais os moradores faziam esse alerta horas antes do esmagamento que levou às mortes. Jeong era um dos investigados pela demora na resposta policial ao acidente.
A hipótese foi levantada esta semana em uma investigação no Congresso do país. Durante uma sessão parlamentar na segunda-feira (7), legisladores apontaram a suspeita de remoção dos documentos e pediram então a prisão e punição dos responsáveis.
Antes disso, a polícia já vinha enfrentando duras críticas da população na Coreia do Sul sobre como lidou com a tragédia.
Policiais e paramédicos se reúnem onde dezenas de pessoas sofreram parada cardíaca, no popular bairro noturno de Itaewon, em Seul
Jung Yeon-Je/AFP

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